Internações por Covid-19 aumentam em São Paulo

Foto: Divulgação

O número de internações por Covid na rede municipal de São Paulo saltou 26% na última semana e atingiu o mesmo nível do início de outubro, preocupando médicos com a decisão do governo paulista de revisar o Plano SP de medidas de isolamento social apenas no fim do mês.

Porém, após repercussão junto à comunidade médica, o governo agora admite a possibilidade de rever o plano mais cedo e ressalta que a ocupação das UTIs está bem abaixo do nível crítico.

Na capital paulista, as hospitalizações passaram de 644 no dia 11 para 814 na terça (17). As internações em UTI subiram 33%, de 339 para 451. A taxa de ocupação dos leitos de terapia intensiva aumentou de 32% passou 44%.

Os números refletem uma tendência de aceleração nas internações. Na comparação da média da semana encerrada nesta terça (17) com a anterior, eles representam um aumento de 14%.

A análise é do projeto InfoTracker, da USP e da Unesp, que monitora a pandemia no estado. Diferentemente dos números de casos e óbitos, os dados de internação não foram afetados pela falha no sistema do Ministério da Saúde neste mês.

Para pesquisadores, esse aumento não aparenta ser mera oscilação e sim o prelúdio de uma segunda onda, ou o recrudescimento da primeira, como descrevem alguns epidemiologistas.

Na avaliação desses especialistas, seria temerário que o governo paulista esperasse até o dia 30 para atualizar o Plano SP, que regulamenta os estágios da quarentena no o estado.

Na terça (17), o governo de São Paulo publicou no Diário Oficial o decreto que prorroga a quarentena até 16 de dezembro após aumento constatado de 18% nas internações por Covid. Hoje parte do estado, inclusive a capital, está no estágio verde, o penúltimos na escala de liberação, e parte no amarelo, que permite a abertura de estabelecimentos mas limita o horário.

No entanto, disse que o dado precisa ser analisado em conjunto com estatísticas de novos casos e mortes, que são fornecidas pelo Ministério da Saúde, com problema de atualização nos últimos dias, informa a Folha de São Paulo.

“Não tem oscilações naturais nessa magnitude [nas internações]. Subir dessa maneira, de forma rápida, só no início da pandemia”, diz Wallace Casaca, professor da Unesp e coordenador do projeto Covid-19 InfoTracker.

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