Insatisfeito com Guedes, Salim Mattar diz que establishment não quer privatizações para não acabar com corrupção

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

De saída do governo depois de um ano e meio à frente do programa de vendas das estatais, o empresário Salim Mattar, diz que o establishment não quer as privatizações para não acabar com o “toma lá dá cá” e o “rio da corrupção”.

Um dos fundadores da Localiza diz que continua apoiando o governo Bolsonaro, mas deixa claro o descontentamento com as resistências para o avanço das privatizações. Ele admite que a venda dos Correios pode demorar 28 meses, caso saia mesmo do papel. Na iniciativa privada, diz, seria vendida em 60, 90 dias.

Para Salim, o ministro da Economia, Paulo Guedes, continua firme no cargo, mas reconhece que cabe a ele moderar e equilibrar o processo de redução do tamanho do Estado.

“Ele vive no ambiente político e o governo só vai fazer as privatizações de uma forma consensual. Os militares têm que concordar, o Planalto tem que concordar, o Congresso, o TCU”.

Na visão do ex-secretário de Guedes, os “liberais puro-sangue” do governo cabem num “micro-ônibus”.

“O que mais vi na Esplanada é que o Estado deseja se proteger contra o cidadão. Não há interesse do Estado servir ao cidadão. Temos um Leviatã bem maduro aqui no Brasil”, diz Salim.

Deixe uma resposta