Homem-Aranha De Volta ao Lar pode ser a preparação de um grande terreno para o teioso nos cinemas

Finalmente decidi escrever sobre o tão esperado Homem-Aranha: De Volta ao Lar. De todos os filmes do cabeça de teia, esse foi o que mais precisei de tempo para amadurecer uma ideia mais concreta sobre o que vi, sem mais delongas vamos falar sobre o filme

Depois de uma breve apresentação em Guerra Civil, o nosso querido Homem-Aranha ganhou sua primeira aventura “solo”, agora pelas mãos da Marvel e da Sony juntas. Esqueça as grandiosidades vistas em outras aventuras do teioso, as carga dramática e até mesmo o fato dele ser um herói pronto pra qualquer perigo. Aqui temos um garoto de 15 anos que acabou de receber seus poderes e está vislumbrado feito uma criança ao receber um grande presente, nosso Peter começa inseguro, ansioso e fazendo burradas como qualquer adolescente (Quem não teve essa fase na vida?). Conseguiram mostrar as dificuldades de ser um “Homem-Aranha” num bairro onde maioria das habitações são casas. Tom Holland viveu este papel, é como se um de nós fãs estivéssemos naquele traje, um grande trabalhado feito sem dúvidas com o maior amor e carinho.

Com foco na vida acadêmica do nosso jovem Aranha, o filme tem um clima agradável das comédias adolescentes dos anos 80 (E referências), talvez, o maior trunfo dessa nova adaptação, com algumas ressalvas é claro, não posso deixar de falar que a personagem Betty Brant, interpretada por Angourie Rice, que apesar de sem peso algum, chega a dar um certo amargo no sabor da mistura, não pela atriz, que é ótima! E sim pela sua caracterização, igualmente de Gwen Stacy nos quadrinhos, ainda não entendi o que a Marvel/Sony quiseram fazer ali (Visto que as desculpas dadas para grandes mudanças foram por já termos visto isso nos filmes anteriores) Outra coisa que tive dificuldade de aceitar logo de cara, foi a mistura de universos, Peter Parker + Miles Morales, pegaram o amigo, o quarto e algumas cenas de Miles e fizeram nessa versão para os cinemas para Peter, depois de alguns dias entendi que talvez a Marvel queira introduzir o Aranha de Miles, mas sem lhe dar grande destaque e ser apenas uma versão alternativa do Herói. Outra mudança que desgradou os mais conservadores foi o valentão Flash Thompson, que aqui ganha uma nova roupagem e quer ser o mais inteligente da Turma e dá um apelido “carinhoso” ao Peter (Pinto Parker) Liz Allan, de todos os pares românticos do Homem-Aranha nos cinemas é com certeza o que menos se destaca, não houve um grande desenvolvimento e ficou por aí mesmo, Ned, o amigo de Peter recebeu um tratamento melhor, sendo um bom suporte para momentos de aventura do teioso. E o que falar da Tia May? Bom, ela não disse a que veio neste primeiro filme, sua função foi praticamente dizer “Olá sou uma Tia May nova e descolada que todos os homens paqueram”.  O Filme acontece rápido demais, o que pode ser uma sorteou revés, na maioria das vezes foi um revés, infelizmente. As cenas ocorrem tão rápido, que você não consegue sentir muito apreço ou mergulhar no universo de algumas, quer um exemplo? Existe uma cena onde Peter chega em casa aos prantos por ter perdido “seu estágio na Stark” May o consola, mas não há um peso, é rápido, perderam ai uma boa oportunidade de estabelecer um laço maior entre Peter e sua tia, os dois parecem amigos e nada mais. Além de Tom Holland ter sido uma das melhores coisas do filme, temos Michael Keaton, que brilhou com seu Abutre, pra mim, o segundo melhor vilão da Marvel nos cinemas. A Trilha sonora também é uma das melhores do MCU, que trilha linda meus amigos, com direito ao tema clássico do Aranha na abertura. “Mas, Guilherme? Você gostou do filme?” A Resposta é sim, mas apesar de um clima perfeito e gostoso de assistir, ainda não é o que quero ver do Aranha, fica um sentimento de “falta”.  O uniforme falante chega a ser irritante em alguns momentos por dizer o que ele precisa fazer, mas depois ele descobre que pode muito bem ser alguém melhor sem ele (Temos uma grande cena e uma linda referência pra nos explicar isso). Talvez, no segundo filme teremos isso de forma mais estabelecida, já que a Marvel quer ir amadurecendo nosso garoto aos poucos. Ah! Antes que eu me esqueça, a personagem da Zendaya, Michelle Jones, que se intitula de “MJ” no fim do filme, nada mais é que uma trollagem da Marvel para confundir nossa cabeça. Ela não será a Mary Jane e não ficará bonitona na sequência para impressionar Peter, ela tem personalidade forte o suficiente para não mudar seu jeito pra agradar homem nenhum (E seria um grande erro da Marvel fazer tudo isso) E não se preocupem quanto ao Homem de Ferro, ele aparece bem pouco no filme, mas muita coisa gira em torno dele, o que temos que aceitar pois é um universo expandido e sem dúvidas essa interação dá o tom que ele deve ter. De Volta ao lar tem falhas, mas funciona como um filme divertido, não é ainda o Homem-Aranha que merecemos mas estamos perto disso acontecer!

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