Foi embora o último líder político militar do Brasil

Leônidas Pires Gonçalves

Leônidas Pires Gonçalves, general que foi o garantidor da posse de José Sarney na presidência, num momento em que o próprio José Sarney estava sem saber o que fazer, morreu ontem.

Foi o último líder militar do Brasil e infelizmente ninguém parecido com ele apareceu até hoje.

Leônidas esteve presente em situações de posicionamento militar dentro da política que foram fundamentais.

Quando um grupo de militares invadiu o Palácio do Governo pra tirar de lá Getúlio Vargas em 1945, Leônidas era ajudante-de-ordens do então General Álcio Souto.

Neste grupo de militares estava o então Major Ernesto Geisel.

Depois Leônidas estava ao lado de Castelo quando da tomada de poder em 1964.

Leônidas poderia ter sido sucessor de João Batista Figueiredo e ter dado continuidade ao Regime Militar.

Mas foi exatamente ele, Leônidas , que foi voto determinante de que estava no tempo de se devolver o poder aos civis.

Logo depois Tancredo fez um acordo de transição na República e acertou que Leônidas seria seu Ministro do Exército, o que garantiria a disciplina de alguns militares que se recusavam a entregar o poder.

Tancredo sabia o que estava fazendo e o acordo foi cumprido por Leônidas mesmo depois da morte de Tancredo.

Foi Leônidas quem garantiu a posse de Sarney que o nomeou Ministro do Exército pelas mesmas razões pelas quais Tancredo o tinha nomeado anteriormente.

Leônidas jamais negou e existência de tortura contra guerrilheiros comunistas.

E nem precisava.

O Brasil estava em guerra contra comunistas brasileiros pagos por dinheiro vindo de Cuba que recebia da União Soviética além de assaltarem bancos brasileiros e matarem cidadão civis, tudo com objetivo de criar uma Ditadura Comunista do Proletariado, coisa que não houve na época exatamente por terem sido os comandantes militares de outrora os que souberam eliminar esta possibilidade.

Se Tancredo fosse vivo jamais teria permitido a existência da suposta Comissão da Verdade pois Tancredo era um homem de palavra e tinha feito um acordo com Figueiredo e Leônidas, sobre o respeito à Anistia dos dois lados.

Se na política de hoje falta um Tancredo, também falta um Leônidas Pires.

Mande seu e-mail para James Akel : jamesakel@bastidoresdainformacao.com.br

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