Fernando Diniz, do São Paulo, critica pressão em treinadores

Foto: André Durão

O técnico Fernando Diniz, do São Paulo, criticou a pressão imposta sobre os treinadores no Brasil após cada derrota. Para ele, a análise do jogo deixa de ser sobre o desempenho e passa ser somente sobre o resultado final.

– O julgamento que se faz e todo mundo faz uma pressão exagerada é que em seis dias aquilo que era bom deixa de ser bom. Assim como eu entendo perfeitamente com as palavras do Dome ontem que um time que tinha 12 partidas invictas, com nove vitórias, sofre um revés contra o São Paulo e todas as perguntas são negativas, questionando tudo, o sistema defensivo… Aconteceu com ele, já aconteceu comigo, vai acontecer com outros – afirmou Diniz em entrevista no “Bem, Amigos!” do SporTV.

– Fica uma pressão exagerada, que passa para o torcedor e não faz parte da realidade. Ontem jogamos bem, tivemos méritos, mas o Flamengo perdeu pênalti, bola na trave, uma outra chance de gol. O jogo contra o Inter, por exemplo, a gente chutou 19 vezes, o Inter quatro, e o jogo terminou 1 a 1. Aquele desempenho do Inter foi condizente com ontem. O futebol então não se explica com o resultado final da partida. Da mesma forma que o Flamengo ganhou de 5 a 1 do Corinthians não refletiu totalmente o que foi o jogo. Eu assisti esse jogo para analisar o que tinha que fazer no jogo de ontem. Enquanto a gente ficar insistindo em pegar o resultado do jogo e justificar o resultado para fazer todas as análises a gente vai continuar patinando aqui – completou.

Diniz convive com uma pressão da torcida por não conseguir uma regularidade com a equipe. Antes da pandemia, o time dava indícios de que teria uma temporada para brigar por títulos.

No entanto, o retorno do futebol mudou muito o estilo de jogo do São Paulo e o time passou a oscilar. A mesma equipe que foi eliminada pelo Mirassol e da Libertadores conseguiu vitórias convincentes contra Palmeiras e Flamengo, por exemplo.

– Aqui em seis dias eu não servia mais. Ontem a gente ganhou de 4 a 1 do Flamengo e hoje devo estar servindo. Isso para o modelo do Brasil a gente não vai caminhar para lugar nenhum – disse o treinador.

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