• Home »
  • Brasil »
  • Falta de interpretação textual e um bocado de interesses causaram “revolta sem moral” contra Rachel Sheherazade

Falta de interpretação textual e um bocado de interesses causaram “revolta sem moral” contra Rachel Sheherazade

visaotv

Uma mistura de falta de interpretação textual com um bocado de interesses causaram a revolta de parte do público contra Rachel Sheherazade, ou a tal falta de interpretação seria causada justamente por esses interesses? Embora o assunto esteja um tanto quanto saturado, e ultrapassado, inclusive, certamente vale a pena mais uma opinião a respeito.

A jornalista disse palavras fortes contra o tal ladrão que fôra amarrado em um poste e espancado por populares no Rio de Janeiro, é bem verdade, porém, é necessário investigar o porquê de tamanha “tempestade em copo d’água” acerca de um depoimento que, a princípio, não causaria tanto impacto na população, caso fosse bem interpretado perante a língua portuguesa.

Analisando friamente, a âncora declarou que “É até compreensível a atitude dos agressores”, ou seja, em momento algum citou que concordava com a ação. Ela ainda usou como argumentos a falta de preparo da polícia e o fato de 80% dos processos de homicídios, em um país onde o crime é quase “banal”, são arquivados. 

Não é certo, claro, fazer papel de “advogado do diabo”, inclusive, em momento algum, me posiciono a favor ou contra a jornalista, contudo, neste caso, quem é o diabo? Rachel? E o bandido? É santo? É evidente que qualquer frase que pudesse ser interpretada ambiguamente que saísse da boca dela, seria logo abocanhada por todos aqueles que são afetados por sua opinião, e não poderia ser diferente, Sheherazade tem depoimentos fortes, e está no SBT por esse motivo, junto com Joseval Peixoto formam uma dupla de opinião, ao invés de simples “robôs leitores de notícias”, portanto, sendo ela mulher com essa característica, afeta parte da classe nacional, principalmente a política, “prejudicada” e enfurecida por seu papel perante as câmeras. Evidentemente, se há alguém que está julgando suas falcatruas na televisão, os verdadeiros diabos da nação farão campanha contra a pessoa que denuncia esses “papelões”, e a defesa utilizada foi os direitos humanos, já que o rapaz foi humilhado em público e sofreu revolta popular. Desculpem-me os senhores, mas nunca foi visto algo tão hipócrita nos bastidores da televisão. Quem se importou com o ladrão? Quem sabe o nome dele? Quem sugeriu dar educação ao meliante? Quem se importou com seu futuro? E depois, a máscara caiu, a defesa dos “ofendidos” por Rachel jamais propôs uma mudança de vida ao homem, mas, claro, propôs a retirada urgente da companheira de Joseval, alcunhada de “nazista” por alguns radicais, do ar, a fim de um retorno triunfal da zona de conforto eleitoral, em que ninguém o ataca diretamente dentro de uma emissora.

Outro ponto relevante, foi a nota de repúdio do Sindicato de Jornalistas do Rio de Janeiro, que, em prol de chamar atenção, emitiu o texto declarando ser contrário às palavras de Sheherazade. Por que a instituição não falou isso de forma mais intimista? Por que Rachel não foi diretamente chamada para uma reunião, ou um simples telefonema para ser informada da posição? Não foi feito isso. Querendo aparecer, foi publicado um artigo para quem quiser ver e compartilhar nas redes sociais. O tal sindicado tomou alguma atitude em luta ao cinegrafista da Band morto no Rio? Não, não tomou. O deputado Ivan Valente (PSOL) foi outro, que parou uma sessão na câmara para comentar o assunto, e detonar a âncora. Ora, será que o país não tem problemas? Ou o deputado não tem o que fazer para interromper a sessão para comentar um caso do qual não lhe interessa nem um pouco? E por último, porém não menos curioso, alguns pseudo-jornalistas publicando em blogs e sites, inclusive em mídias conhecidas, como portais de televisões, opiniões em cima do comentário polêmico, muitos deles, também bombardeando-a de críticas. Seria ético falar de um colega de profissão com tanto rigor? Há interesse por trás dos posts? Isso sim, seria trabalho para o desocupado sindicato investigar.

Rachel Sheherazade ultrapassa sim, diversas vezes o limite para uma jornalista, inclusive, seu pensamento não devia ser falado no ar com as palavras usadas, pois é um “prato cheio” aos mal intencionados e, claro, não pegou bem, devido a essa falta de interpretação, todavia, ouvimos tantas barbaridades de maior grau e nada é feito. Por que com ela? Ninguém é obrigado a concordar. Eu, repito, não estou de acordo com muitas de suas dissertações, mas, não me permiti entrar em um jogo de hipocrisia estipulado por mídia e política. Não houve desrespeito e preconceito no caso. O que é um verdadeiro desrespeito, foi a soltura do sujeito pela polícia, e ainda assim, fôra preso de novo por novo assalto. Ou seja, não aprendeu a lição. Nós, sim, devemos aprender a respeitar a opinião alheia. E para finalizar, os que declararam que ela faz isso por IBOPE, não pode ser, com ou sem Rachel, já que ela também folga e tira férias, o “SBT Brasil” marca rigorosamente a mesma audiência quase todo dia.

“Visão TV”, todo sábado, às 20 horas, no BDI.

@LucasCanosa – BDI

Mande seu e-mail para Lucas Canosa : lucascanosa@bastidoresdainformacao.com.br