Explicando o depoimento do doleiro Alberto Youssef

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Um dado do depoimento do doleiro Beto Yousseff que está reproduzido na web pode intrigar as pessoas que desconhecem a lei.

O próprio juiz federal que recebeu o depoimento avisou ao doleiro que ele não poderia citar nenhum nome de político, ministro, presidente ou governador, pois todos estão protegidos por foro privilegiado que é o STF e se por acaso algum nome de político fosse citado poderia se anular todo processo que está sendo feito.

Então exatamente por isto o doleiro citou apenas os nomes de partidos, sem citar políticos, pessoas que atuaram na engrenagem do sistema e empreiteiras que pagaram propinas.

O Yousseff declarou também que em nenhum momento ele foi o chefe intelectual do sistema e menos ainda o Paulo Roberto da Costa que era funcionário e trabalhava com ele.

Pelo depoimento haviam muitos comandantes do esquema e todos políticos.

Mais interessante ainda foi que Yousseff contou que a cada reunião do grupo com políticos e empreiteiras era redigida uma ata e nela tudo era escrito e assinado.

Mais interessante é que coube a Yousseff guardar estas atas e ali estão os nomes de todos com detalhes de tudo que foi feito.

Também existe uma lista de todos os depósitos que Yousseff fez pra políticos e contas bancárias fora do Brasil e valores de tudo.

O leitor vai perguntar o que pode acontecer.

Deve existir um processo à parte no STF com os nomes dos denunciados políticos.

Neste processo os denunciados vão se defender das acusações de terem recebido dinheiro.

Mas vão ter que contestar os documentos de depósito de dinheiro fora.

Mais um fato.

Um famoso advogado de Brasília passou a semana em São Paulo conversando com muitas empreiteiras pra articular uma estratégia de defesa.

Mais um fato.

Sigilosamente alguns políticos se ausentaram do Brasil ou mandaram pessoas de confiança pra fora pra trocar as contas de bancos que estão na lista de Yousseff e que os incriminam.

O restante é coisa pra se saber um dia.

A crise é institucional e é real que está acontecendo.

Em qualquer situação parecida onde existe o envolvimento de altas fontes da república que são responsáveis pelo andamento da democracia, uma força maior deveria assumir pra colocar ordem na situação e em tudo.

Neste caso a única força maior que seriam as Forças Armadas, parecem não tem comando à altura de sua própria instituição de comando e atitudes.

Por isto o futuro é incerto e não sabido neste caso.

Quanto às empreiteiras citadas a gente tem que ter noção da realidade que é o fato de que as empreiteiras representam de verdade o mercado de trabalho brasileiro e mesmo tendo pago propina pra políticos não podem deixar de dar empregos.

Este é o mais importante em tudo isto nesta briga de gigantes do ramo de empreiteiras.

Mande seu e-mail para James Akel : jamesakel@bastidoresdainformacao.com.br

Deixe uma resposta