Ex-F1 condena protestos de Hamilton no GP da Toscana

Foto: Charles Coates/Getty Images

Às vésperas do GP da Rússia, os protestos que Lewis Hamilton têm feito por igualdade usando a plataforma da F1 voltaram a ser polêmica. Em entrevista ao site “Championat”, o russo ex-piloto Vitaly Petrov condenou o uso da camiseta pedindo por justiça pela americana Breonna Taylor, no pódio do GP da Toscana, e também o fato de o britânico pedir que outros pilotos se ajoelhem em prol do movimento “Vidas negras importam”.

– Para mim essa camiseta foi demais, assim como quando ele pediu a todos que se ajoelhassem. É um questão pessoal que muda de adulto para adulto. Você tem o direito de falar nas redes sociais ou de dar entrevistas, mas acho que o governo dos EUA já está bem ciente desses problemas (expostos por Hamilton com a camisa no pódio do GP da Toscana) – afirmou.

Petrov acredita que a F1 não deve ser lugar para esse tipo de protesto. O russo usa o exemplo de Hamilton para questionar se caso houvesse um piloto gay na categoria, se seria possível levar a bandeira do arco-íris para o pódio para “incentivar outras pessoas as serem gays também”.

– Mas usar a Fórmula 1 para isso… Acho que metade dos espectadores nem sabia do que era a camisa até que foi explicado a eles. Digamos que um piloto admita ser gay, ele usará uma bandeiras de arco-íris para incentivar todos a serem gays também? Acho que a FIA não vai mais permitir esse tipo de comportamento – explica.

Foto: Bryn Lennon/Getty Images

Vale lembrar que de acordo com as leis russas, qualquer atleta ou torcedor, gay ou defensor dos direitos dos mesmos (incluindo atletas e treinadores) podem ser presos por até 14 dias e, em seguida, expulsos do país caso tenham atitude de divulgação do que é designado como “propaganda homossexual”.

Deixe uma resposta