Ex-diretor do São Paulo faz críticas à atual gestão

Foto: Divulgação

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O ex-diretor do São Paulo, Luiz Cunha criticou os ex-companheiros da diretoria. Para ele, a crise técnica do time está ligada ao trabalho de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.

“O time corre risco (de rebaixamento), mas não temo por isso. Não tenho medo que caia. O rebaixamento não cabe na história do São Paulo. Vivemos em um regime presidencialista, Se as coisas vão bem, exaltamos o presidente. Mas estamos mal e devemos cobrar o presidente”, disse Cunha.

O ex-diretor condenou a invasão de torcedores ao Centro de Treinamento no último sábado.

“O que não pode é torcedor violento, que tem mágoa do time e da própria vida, ir ao campo. Isso não pode acontecer, O jogador não pode ter esse tipo de problema. Não podemos acrescentar mais um problema numa vida tão difícil”, explicou.

Cunha, que ficou no comando do futebol profissional por três meses, disse ainda que não voltaria ao clube.

“Não me entregaria novamente de corpo e alma com pessoas que não honram compromissos”, disparou.

“Eu tinha um projeto que desenvolvi para o profissional do Sã Paulo. Quando o Leco me chamou, mostrei para ele, que aceitou as minhas prerrogativas. Depois comecei a ficar insatisfeito com algumas coisas e falei para ele. Depois falei que estava infeliz. Falei que implantaria o sistema doa a quem doer. E ele pediu para quem não fizesse isso.”

O dirigente também criticou a postura da diretoria durante a saída do técnico Edgardo Bauza.

“Ficamos chupando o dedo sem treinador e sem uma indenização que nos daria a chance de uma alternativa”, frisou Cunha.