Entregar o jogo ou se entregar no jogo?

Por Deyvid Xavier

Foto: terra.com.br

Última rodada das Eliminatórias em todos os continentes. As seleções vão confirmando suas vagas diretas, ou mesmo ainda tendo esperanças na repescagem. Na América do Sul não é diferente e a grande indefinição fica por conta de Messi e da Argentina, que na atual situação, adorariam estar na repescagem e dependendo apenas de si mesmos.

“Los Hermanos” dependem, também, do Brasil para ajudá-los a garantir uma vaga na Copa e, com isto, é claro que tem torcedor querendo que o Brasil “entregue” o jogo, tudo para prejudicar Messi e companhia. Mas este não é o perfil do correto Tite, que tem pela frente, esquecendo a tabela de classificação, um jogo difícil contra uma equipe competitiva, e que também precisa de resultado para se garantir na Copa.

O técnico do Brasil, sem dúvida, tem uma base montada, mas muitos jogadores ainda querem cravar suas vagas na Copa, caso do goleiro Éderson, do lateral esquerdo Alex Sandro e do atacante Roberto Firmino. Fato é que o grupo ainda não está fechado. Eis a questão: entregar ou se entregar?

Tite vai exigir o máximo de seus comandados em campo. Por tudo. Pelo ritmo de jogo, pelas vagas que ainda não foram preenchidas e pela seriedade que o momento exige. Tirar a Argentina da Copa pode custar a Copa a alguns jogadores. O Brasil já conquistou o maior dos objetivos e está tranquilo na liderança das Eliminatórias. O principal foco agora é testar jogadores que ainda não tiveram maiores oportunidades.

Tite está pensando na seleção brasileira. Se a Argentina não for à Copa, problema deles! O Brasil nunca precisou de “água batizada” para tirar os rivais de uma Copa do Mundo. Por mais que eles joguem sujo (e se orgulhem disto), no comando da seleção brasileira existe alguém ético e correto, um exemplo até mesmo para o presidente da CBF, não é mesmo?