Elenco do São Paulo rejeita primeira proposta de adequação salarial

(Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)

A proposta de adequação salarial feita pelo São Paulo ao elenco sofre resistência de uma parte dos jogadores, que não quer aceitar o acordo que visa cortar despesas do clube durante o período de paralisação do futebol por causa da epidemia de Covid-19.

Alguns jogadores entendem que a diretoria tenta incluir no acordo dívidas antigas que mantêm com os atletas. Esse jogadores querem primeiro receber os valores atrasados, para então discutir acordo relativo a pagamentos futuros.

O clube propõe uma série de ajustes temporários no pagamento aos jogadores, como corte de 50% no salário pago em carteira (CLT) e suspensão dos direitos de imagem a partir deste mês.

O São Paulo garante um mínimo de R$ 50 mil mensais e afirma que reembolsará todos os valores quando a crise passar, em seis parcelas.

As conversas são lideradas pelo diretor executivo de futebol Raí e pelo gerente executivo Alexandre Pássaro.

Sem consenso entre clube e jogadores nessas condições, existe uma tendência de que as conversas sigam por um meio-termo. Mas não há qualquer prazo por uma definição.

O São Paulo comunicou os atletas na última terça-feira que eles terão férias coletivas de 20 dias a partir desta quinta.

O São Paulo tem uma preocupação interna financeiramente, pois as receitas diminuíram sem a realização dos jogos. A folha salarial total do elenco supera a casa dos R$ 11 milhões.

Veja a proposta do São Paulo aos jogadores:

Dois meses de direitos de imagens pagos até o dia 5 de abril. O outro mês (março) assim que possível;

50% do salário CLT de março no dia 5 de abril; 50% do salário CLT de dez dias de abril no dia 5 de maio;

50% do salário CLT sempre nos dias 5;

Manter um mínimo de R$ 50 mil na CLT;

Valores de luvas CLT serão incorporados e sofrerão mesmo desconto;

Valor descontado será reembolsado a partir do mês seguinte em que tudo voltar ao normal, com rendas para o clube, em 6 parcelas iguais, junto com salários;

Imagens de 1 de abril (vencimento 10 de maio) em diante congeladas até a volta de tudo, e os valores pagos em 6 parcelas depois que tudo voltar ao normal;

Caso haja prejuízo definitivo e importante em valores que o clube não vá mais receber a ideia seria negociar um desconto permanente, mas não definido agora;

Caso tudo não retorne ao normal até 30 de junho será necessária uma nova negociação.

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