Egito: Jornalistas da Al-Jazeera são condenados à prisão

Jornalistas da Al-Jazeera Baher Mohamed (esq.) e Peter Greste (centro) são vistos em cela durante júri no Cairo em março (Foto: Mohammed Abu Zaid/AP)
Jornalistas da Al-Jazeera Baher Mohamed (esq.) e Peter Greste (centro) são vistos em cela durante júri
no Cairo em março (Foto: Mohammed Abu Zaid/AP)

Nesta segunda-feira (23), um tribunal egípcio condenou três jornalistas da emissora AL-Jazeera, do Qatar. A penas que variam entre 7 e 10 anos de prisão.  Os jornalistas foram acusados de apoio à Irmandade Muçulmana, do presidente destituído Mohamed Morsi.

O jornalista egípcio-canadense Mohamed Fadel Fahmy, diretor do escritório da Al-Jazeera antes da proibição do canal no Egito, e o australiano Peter Greste foram condenados a sete anos de reclusão. O egípcio Baher Mohamed recebeu a mesma condenação e uma segunda pena de três anos, o que significa uma sentença de 10 anos. Os três estavam detidos há mais de 5 meses.

O caso, que provocou polêmica internacional, conta com outros nove acusados, julgados à revelia – incluindo três jornalistas estrangeiros (dois britânicos e um holandês) –, também foram condenados a 10 anos de prisão.

No total, 16 egípcios foram acusados de integrar uma “organização terrorista” – a Irmandade Muçulmana – e de “tentativa de prejudicar a imagem do Egito”. Quatro estrangeiros também foram acusados de divulgar “notícias falsas” para apoiar a Irmandade.

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