Egito confirma 183 condenações de islamitas à morte

Egípcia reage à condenação de 183 pessoas à morte neste sábado (21) no Cairo (Foto: Mohamed El-Shahed/AFP)
Egípcia reage à condenação de 183 pessoas à morte neste sábado (21) no Cairo (Foto: Mohamed El-Shahed/AFP)

Um tribunal egípcio anunciou as condenações à morte de 183 supostos partidários do presidente islamita Mohamed Mursi, deposto pelo exército, entre eles o chefe da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie.

Anteriormente, o tribunal havia condenado à morte 683 pessoas, mas neste sábado (21)  a decisão foi pena em prisão perpétua para quatro pessoas, entre elas duas mulheres, e absolveu 496. As 683 condenações aconteceram em abril pela participação em manifestações violentas em Minya, no centro do Egito, em 14 de agosto, no mesmo dia em que 700 manifestantes pró-Mursi morreram pelas mãos de policiais e soldados no Cairo.

Desde julho de 2013, mais de 1.400 manifestantes pró-Mursi morreram e cerca de 15.000 pessoas foram detidas. Além disso, a Irmandade Muçulmana foi declarada terrorista e quase todos os seus líderes podem ser condenados à morte me diversos julgamentos, assim como o próprio Mursi.

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