Com irreverência, Eduardo Jorge é o grande vencedor do primeiro debate de 2014

Eduardo teria encarnado Plínio / Foto: Reprodução/Internet
Eduardo teria encarnado Plínio / Foto: Reprodução/Internet

Quem assistiu a transmissão da Bandeirantes ontem, viu Dilma desgastada, arrumando um jeito de fugir de todas as perguntas e mais conservadora do que um general da ditadura. Viu um Aécio fraco, que não conseguiu fazer cócega na presidenta. Ou seja, ela tem menos medo dele do que do Bonner. Uma Marina, que troca de partido toda hora, fazendo papel de boa moça, que foi ministra do meio ambiente do PT e não representa mudança alguma, apesar de ter saído fortalecida, principalmente após a morte de Campos, que ela, conscientemente faz questão de lembrar a todo momento. Seus eleitores a consideram a menos pior, não a melhor. Uma quase rebelde, porque rebelde mesmo é a tal da Luciana Genro, que não tomou uma boa coça de seu pai, Tarso, governador do Rio Grande do Sul, pelo PT, também. Cresceu e se tornou uma mimada revolucionária queimando o nome dele. Um pastor que fala “seje” e “esteje”, não pode ser presidente. Everaldo lia cartolinas para responder os questionamentos e parecia não ter plano algum de governo, mas sim de oração. O Levy, pobre Levy, ninguém o leva a sério. Tudo que falava, o espectador não prestava atenção, pois só conseguia lembrar da música do aerotrem. Por fim, a graça ficou toda com Eduardo Jorge, o novo meme. De forma bem irônica e irreverente, lembrando o saudoso Plínio de Arruda Sampaio, que em 2010 deitou e rolou sobre os demais, não faz o tipo político. Foge de respostas longas e nada claras, e, embora não pareça, expôs melhor seus ideais, que cabe ao eleitor concordar ou não. O fato é que o candidato do PV, que não chega a 1% das intenções de voto, saiu vencedor do debate. Mas, Band, cadê os outros presidenciáveis? Que feio…

@LucasCanosa – BDI

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