Doria pede desculpas por viagem a Miami

Foto: Divulgação

João Doria (PSDB) disse que errou ao ter viajado na terça (22) a Miami, nos Estados Unidos, e pediu desculpas.

Doria cancelou a licença de 10 dias que havia tirado e anunciou seu retorno ao Brasil na quarta (23), em meio à repercussão negativa pela viagem e ao anúncio de que seu vice, Rodrigo Garcia (DEM), havia contraído Covid-19.

O tucano negou que tivesse ido a Miami para fugir de restrições anunciadas pelo seu governo para barrar o avanço do coronavírus em território paulista. Todas as regiões do estado ficarão na fase vermelha, que prevê o funcionamento apenas de serviços essenciais, durante os dias 25, 26 e 27 de dezembro e 1, 2 e 3 de janeiro.

Segundo Doria, ele e a esposa, Bia Doria, foram a Miami para participar de duas conferências para as quais haviam sido convidados meses antes.

“Desculpas para aqueles que imaginaram que eu estivesse aqui deixando a cidade, o estado de São Paulo, depois de medidas restritivas para desfrutar de uma vida confortável, com menos restrições, em Miami. Não houve esse gesto de pouca responsabilidade da minha parte. Mesmo assim, peço desculpas”, afirmou.

O governador disse que já está de volta a São Paulo e que reassumiu o governo. Ele defendeu as medidas restritivas adotadas pelo Centro de Contingência da Covid-19, que orienta as ações do governo, e afirmou que a viagem estava planejada antes do anúncio das restrições.

“Eles [o centro de contigência] têm total autonomia. No dia 22, às 12h45, determinaram medidas mais restritivas no estado de São Paulo. E acertadamente, corretamente. Temos que limitar a
expansão do vírus para proteger vidas. E obviamente nós apoiamos a iniciativa. Mas a viagem que eu tinha programado com a minha esposa para esses 10 dias de descanso e as duas palestras em Miami já estava programada para o mesmo dia. Foi uma triste, e, neste caso, infeliz, coincidência”, afirmou.

Doria e sua mulher conseguiram entrar nos EUA com passaportes diplomáticos. Voos para o país estão proibidos para brasileiros. Eles viajaram de avião comercial, sem gastos públicos.

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