De Frente Com Gabi recebe Tião Santos, protagonista de “Lixo Extraordinário”‏

(Crédito: Carol Soares/SBT)
(Crédito: Carol Soares/SBT)

O De Frente Com Gabi deste domingo, 07 de dezembro, recebe Tião Santos, protagonista do documentário “Lixo Extraordinário” e um dos poucos brasileiros que já pisou no tapete vermelho do Oscar. Atual consultor do Banco Internacional de Desenvolvimento, o BID, Tião fala na entrevista sobre a infância como catador no lixão de Gramacho e sua história de vida até virar referência no mundo da reciclagem e celebridade com a ajuda do “padrinho” Vik Muniz. Ele fala ainda sobre seu livro “Do lixo ao Oscar” e revela detalhes de sua vida pessoal.

Confira as melhores frases da entrevista:

· Para mim foi algo muito mecânico e pouco emocionante, as pessoas parecem muito frias. Desde a hora que você desce do carro até a hora que você senta tudo é mecanizado. (Sobre a festa do Oscar)

· Eu jamais vou ter como agradecer o que ele fez. Eu fui a Cinderela e o Vik Muniz minha madrinha.

· O arrastão tinha aquela coisa do playboy da praia que me olhava com olhar diferente, não era uma coisa de roubar, era uma revolta pela exclusão social mesmo. (sobre ter participado de arrastões)

· Agora eu consigo perceber o racismo cínico que existe no Brasil. Quando você não tem dinheiro, também não tem acesso, então não percebe isso.

· Cheguei a experimentar, usar drogas, só não mergulhei e me acabei, mas foi dos 16 aos 18 anos.

· Para a criança, que não vê maldade, o lixão é um grande parque de diversões. Minha maior curiosidade quando fui pela primeira vez (ao lixão) era ver os urubus no chão. Perdi uma meia hora correndo atrás de urubus.

· O lixo da Infraero era o que eu mais gostava. Hoje eu entendo porque a Varig faliu. Eles jogavam tudo no lixo, desde os talheres que as pessoas usavam até as taças, fora a comida, que era maravilhosa. Isso despertou em mim a vontade de viajar, porque eu sonhava em comer no avião a comida que eu comia ali, no chão.

· O meu papel dentro do BID é articular essa questão dos catadores de lixo dentro do projeto de fechamento de lixões na América Latina e, acima de tudo, discutir novas alternativas que incluam os catadores, sempre com foco na disseminação da coleta seletiva.

· Nem tudo que a gente produz de fato é lixo. Isso eu acho que é algo preconceituoso, porque 40% pode ser reciclado.

· (No colégio) Me chamavam de filho da rampeira, de rato, comedor de lixo.

· O grande Oscar do Lixo Extraordinário foi o reconhecimento, a visibilidade e a valorização que nenhuma estatueta é capaz de dar. (a quem trabalha nos lixões)

· Já dei palestra em Yale, Harvard, PUC, além de várias empresas no Brasil.

O De Frente Com Gabi vai ao ar aos domingos, 0h, logo após o Programa Silvio Santos.

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