Cunhado de Alckmin suspeito por corrupção fica livre de ação

Foto: Reprodução

Delatado no mesmo caso em que virou réu Geraldo Alckmin (PSDB), na última quinta-feira (30), o cunhado do tucano acabou ficando de fora da ação por falsidade ideológica eleitoral (caixa dois), corrupção passiva e lavagem de dinheiro em razão da prescrição dos supostos crimes.

Adhemar Ribeiro tem mais de 70 anos e, por isso, o prazo para punição de eventuais delitos cometidos por ele caiu pela metade e ficou estabelecido em dez anos.

Ribeiro teria intermediado o recebimento de R$ 2 milhões de caixa dois para a campanha do tucano em 2010, segundo Benedicto Barbosa Júnior, Carlos Armando Pachoal e Arnaldo Cumplido, ex-executivos da empreiteira.

O dinheiro teria sido repassado por intermédio do escritório dele, que além de cunhado do ex-governador é irmão da ex-primeira dama Lu Alckmin.

“Seria, no mínimo, inócuo proceder a continuidade da persecução penal sobre fatos que concretamente já estão prescritos, mesmo considerando-se hipoteticamente pior e mais gravoso cenário de eventual aplicação da pena, com base na pena máxima cominada ao delito. Assim, tem-se que o reconhecimento da prescrição do interesse estatal na responsabilização criminal de Adhemar se revela medida de lídima justiça”, escreveu o juiz Marco Antonio Martin Vargas.

O magistrado tornou réus, além de Alckmin, o então tesoureiro da campanha do tucano em 2014, Marcos Monteiro, e o ex-assessor do governo Sebastião Eduardo Alves de Castro. Eles passaram a responder a ação penal eleitoral por suposto caixa dois de R$ 11,3 milhões pagos pela Odebrecht em 2010 e 2014. Todos negam as acusações.

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