Cuca se pronuncia sobre acusação de estupro em 1987

Foto: Marcos Ribolli

Próximo do retorno ao Atlético-MG, parte da torcida alvinegra se posicionou de forma contrária ao retorno do técnico Cuca, campeão da Libertadores 2013. Usando a hashtag #CucaNão, atleticanas e atleticanos lembraram o episódio de 1987, quando Cuca e outros três jogadores (na época no Grêmio) foram condenados, na Suíça, por um episódio envolvendo uma garota de 13 anos.

Nesta terça-feira, Cuca se posicionou pela primeira vez sobre o assunto em entrevista ao Blog da Marília Ruiz, no UOL.

– Não houve estupro como falam, como dizem as coisas. Houve uma condenação por ter uma menor adentrado o quarto. Simplesmente isso. Não houve abuso sexual, tentativa de abuso ou coisa assim. (…) Esse episódio de 1987 precisa ser explicado. Eu estava no Grêmio havia duas ou três semanas apenas, não conhecia ninguém. Eu jamais toquei numa mulher indevidamente ou inadequadamente. Sou um cara de cabeça e consciência tranquila – disse o treinador.

Leia na íntegra o depoimento de Cuca:

“Venho neste momento falar de uma coisa que me incomoda muito, porque há 34 anos atrás houve um episódio comigo, e essas coisas aconteceram há 34 anos atrás, e hoje elas vêm como se tivesse ocorrido hoje, e eu fosse condenado e culpado. Pra resumir, não tenho culpa nenhuma de nada, nunca levantei um dedo indevidamente ou inadequadamente pra alguma mulher. Vivo numa casa em que 90% são mulheres, são todas mulheres e tem eu aqui como homem, nem por isso sou machista ou coisa diferente. Pelo contrário, sempre me adapto e tento fazer o melhor possível. Isso é uma coisa que me incomoda bastante. A gente vê em alguns lugares “Cuca não” por causa disso ou daquilo. Eu não devo nada a ninguém, não sou um cara do mal, não fiz nada de errado, não fui julgado e culpado por alguma coisa. Fui jogado a revelia, porque já não estava mais no Grêmio quando houve esse julgamento junto com os outros rapazes. É uma coisa que eu tenho uma lembrança muito vaga, até porque não houve nada. Não houve estupro, como falam, como dizem as coisas. Houve uma condenação por ter uma menor adentrado o quarto, e simplesmente isso. Não houve abuso sexual, não houve tentativa de abuso ou coisa assim. Então, tanto é que está… Só que hoje, 34 anos depois, com a força que os movimentos vem pegando, a gente fica vendo isso e fica sentido, sabe? Resolvi dar um basta nisso, dar uma entrevista pra vocês na frente da minha família, na frente da Rejane, na frente da Maiara, na frente da Natasha. A Rejane, com a qual eu era casado já na época. Hoje tenho 35 pra 36 anos de casado. A Maiara que nasceu dois anos depois, e a Natasha que nasceu quatro anos depois. Pro pessoal ver, gente, é muito constrangedor pra mim dar uma entrevista assim. Lógico que a gente tem que encarar as coisas da vida, mas pra dar um basta nisso. Quero treinar ainda grandes equipes, mas não quero nunca ser um cara mal falado. Prefiro ficar na minha casa do que sair aí, achar polêmica e achar problema. Minha vida é baseada nesses conceitos aqui, família, fé em Deus e ser uma pessoa honesta e íntegra, e isso tenho feito em todos os clubes que passei. Tenho conquistado grandes amigos e tudo, e muito se dá na convivência que temos aqui nessa família”.

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