Corrupção não é genética – parte 2

tres poderes 3

JEITINHO BRASILEIRO = CORRUPÇÃO  

Jeitinho brasileiro: enganar, surripiar, prejudicar alguém que não seja eu, desviar… 

Corrupção: é o ato ou efeito de se corromper, oferecer algo para obter vantagem em negociata onde se favorece uma pessoa e se prejudica outra. 

A compra de votos é antiga e continua atual. Os políticos se aproveitam das necessidades mais básicas do ser humano tornando isso um ato deplorável na visão de muitos. 

seja honesto

Mas, para os corruptos isso que é fazer política, eu te ajudo e você me elege. Um jeitinho conhecido desde o início da República, são os chamados votos de cabresto, onde fazendeiros ameaçavam com capangas eleitores para garantir votos para se eleger ou apoiar seus sucessores. Não pense porém que essa artimanha ainda não exista, pelo contrário, hoje a compra de voto tem recibo. Acreditem, se quiser, o esquema está mais organizado. O poder econômico rege absurdamente nos lugares mais pobres do país. Lenda ou não, tem a história do voto da bota, isso se dá quando o coronel distribui em lugares um pé da bota, a outra só é dada quando confirmado o voto. 

Mas a corrupção se resume apenas com políticos? Não! Em qualquer meio que se tenha uma gana de grandes interesses, por exemplo, os meios de comunicação, igrejas, futebol, corporações públicas, empresa públicas e particulares, por aí vai, sempre podem ter alguém que queira tirar proveito. 

Mas nós simples mortais estamos livres desse mal, que muitos dizem que é herança dos portugueses? Talvez se avaliarmos nossas atitudes e condutas diárias a realidade não estará tão distantes desses que estão sendo julgados e presos por desviarem milhões de reais e prejudicando a saúde, educação, meio ambiente, segurança e transportes. Podemos ser sim um corrupto, não da grandeza desses que parecem na mídia, mas temos de saber que qualquer tipo manobra ilícita sempre prejudicará alguém.  

O simples fato de furar uma fila para se beneficiar em causa própria é um ato de corrupção, que seja em uma fila de banco ou o consultório médico, ou que seja numa fila de transplantes em que as manobras financeiras possam driblar o sistema e ser beneficiado primeiro. 

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Comprar gabaritos de provas para entrar em universidades públicas é sim um ato de corrupção. Um emprego que você não tem qualificações para cargo, mas fulano conhece sicrano que é meu amigo e te coloca lá. Somos passivos de corrupções do dia a dia, não percebemos que a prática do “jeitinho brasileiro” prejudica outrem.

Será que nossos atos acabam sendo diferentes daqueles coronéis, principalmente do Norte e Nordeste, onde seus açudes enchem no inverno e na seca vendem pela troca do voto?  

Ou ONGs que desviam donativos, aqueles que muitos comovidos resolvem de coração fazer doações? Tudo isso não é diferente também pra a compra de votos para ter a primeira reeleição pós- ditadura com o papo de mole de continuar para o Brasil crescer economicamente. Balela! 

Não somos diferentes dos políticos ou de qualquer um que queira passar por cima de qualquer uma para ter benefício próprio. 

Hoje vejo que não se corromper está difícil, mas quem princípios sabem que o caminho de se manter correto é o melhor, principalmente para as próximas gerações. 

Faça um teste e se questione é certo fazer isso, estarei prejudicando alguém? 

 

Três Poderes, toda quinta-feira, às 13h, no BDI.

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