Copa Do Mundo: Nos Pênaltis, Argentina vence Holanda e está na Final da Copa contra a Alemanha

Holanda-Argentina-Foto-Juan-MabromataAFP_LANIMA20140709_0208_25
(Foto: Juan Mabromata/AFP)

Uma arrancada de Robben do campo de defesa holandês ou o mesmo com Messi sendo Messi e passando por vários marcadores? Nenhuma dessas possibilidades foi vista no primeiro tempo de Holanda x Argentina. Sobrou vontade para os comandados de Van Gaal e Sabella na Arena Corinthians. Mas faltou espaço para a imprevisibilidade dos craques do duelo. Messi até tentou, buscou o jogo e, aos 15 minutos, cobrou falta com perigo para a defesa de Cillessen. Mas transpor o esquema de três zagueiros e dois volantes não foi simples. Já Robben sofreu para receber a bola em condições de ser o jogador decisivo que vem sendo. Não foi fácil para eles.

A Argentina, principalmente com Lavezzi sendo auxiliado por Messi, tomou conta do lado esquerdo da marcação holandesa, que não tinha Kuyt como lateral-esquerdo desta vez. O atacante atuou na lateral direita e, com isso, quem sofreu para acompanhar os avanços argentinos foi Blind. A Holanda até ensaiou uma certa pressão, mas não manteve o ímpeto, viu a Argentina ter mais posse de bola (53% contra 47%) e finalizar mais: foram três arremates contra apenas um. A verdade é que faltou futebol na primeira etapa.

Van Gaal, ciente do volume de jogo argentino pela esquerda da defesa holandesa, trabalhou: Janmaat ingressou no jogo, para a saída do zagueiro Martins Indi. Com isso, Kuyt voltou a atuar na lateral esquerda e Blind passou a ser o terceiro zagueiro. Mudança que evitou os constantes avanços da Argentina. Como nova tática, a Argentina adiantou a marcação, pressionando a saída de bola rival. Só que a finalização não acontecia.

A disposição tática da Holanda proporcionava espaços para Robben fazer a diferença. Ele foi mais participativo. No entanto, lhe faltava companhia. Sneijder não colaborava. A Argentina só conseguiu levar perigo aos 28 minutos, quando Higuaín, antes de ser substituído, finalizou na rede, mas pelo lado de fora – em jogada que seria anulada por impedimento. Messi, por sua vez, passou a decepcionar até na bola parada. Mesmo com esse cenário, o jogo quase não foi para a prorrogação. Aos 45, Robben recebeu e finalizou. Antes de a bola ir para o gol de Romero, Mascherano salvou a pátria argentina. Literalmente. O destino do duelo era, de fato, a prorrogação.

A tática da Argentina durante o primeiro tempo da prorrogação foi nítida: chamar a Holanda para o seu campo para, assim que ficar com a bola, partir para o contra-ataque, já tendo Palacio e Agüero e campo – ambos entraram aos 36 minutos da segunda etapa. Com mais posse de bola, a Holanda tentou transpor a eficaz marcação rival. Trocas de passes, tentativas de infiltração e… nada. A Argentina, por sua vez, não teve o contra-ataque desejado. Já no segundo tempo, a Argentina, sem o receio dos primeiros 15 minutos, teve as duas melhores chances. Ambas graças a Messi. Mas Palacio, em cabeceio sem força, e Maxi Rodríguez, desperdiçaram.

Quis o destino que a classificação argentina viesse nos pênaltis. O zagueirão Vlaar perdeu o primeiro, deixando Messi tranquilo para abrir a contagem argentina. Robben e Garay converteram, mas Sneijder perdeu outro para a Laranja Mecânica. Agüero fez o terceiro dos hermanos, Kuyt o segundo da Holanda e a vaga na final veio com Maxi Rodríguez, o responsável por converter a quarta penalidade argentina.

Deixe uma resposta