Conheça o talento Ronald Capita

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A  “Têm futuro” de hoje traz o colunista Ronald Capita. O pernambucano que mudou-se com a família para São Paulo com poucos meses de vida, tem apenas 15 anos, cursa o primeiro ano do ensino médio e uma carreira promissora dentro do jornalismo brasileiro.

Conversei com Ronald sobre seu passado, os planos do futuro e o que representa a profissão em sua vida. Confira:

Foto: Reprodução / Facebook
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Não se acha muito prodígio? Principalmente para a sua idade…

Não me acho não. Não procuro focar em algo que faça de melhor, por mais que seja no jornalismo, onde pretenderei seguir, trabalhar, frequentar redações, ou ficar apenas exaltando as minhas qualidades. Procuro, acima de tudo, a todo instante, aprender, ouvir, escrever, ler, ensinar. Gosto de passar algo às pessoas daquilo que um dia pude aprender quando também estive no meu começo. Sempre com os pés no chão e humildade. Acima de qualquer coisa.

Você possui a síndrome de Marfan (deficiência que afeta o sistema cardiovascular, os olhos e a pele). Até que ponto ela te ajuda ou atrapalha na sua vida e na sua carreira jornalística?

É um pouco complicado na visão, e locomoção. Não posso passar muito nervoso ou levar sustos, por exemplo, pelo fato de ser cardíaco. Não consigo enxergar uma vantagem ou desvantagem. Costumo tratar como apenas um problema de saúde, fora isso, sou uma pessoa normal, tenho sonhos, projetos, metas e coisas do tipo. Claro que em tudo na vida há sim, vantagens e desvantagens, mas não costumo ficar apontando isso ou aquilo. Apenas penso em fazer o meu melhor independente da deficiência que tenho e as limitações que ela impõe.

Dentro do jornalismo, que área pretende seguir?

No jornalismo sempre gostei da parte escrita, hoje colaboro no Voz Caiçara, de Santos e quando posso ajudo a galera do PSG Brasil – o primeiro site de torcedores do clube parisiense. É uma área que me encanta muito. Uma das coisas que mais gosto de fazer é escrever, além de ler, claro. Há outras áreas que me chamam a atenção, como televisão e assessoria de imprensa também.

Foto: Reprodução / Facebook
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E essa paixão pelo simpático Flamengo de Guarulhos?

Eu “conheci” o Flamengo de Guarulhos através do Marcos Vieira Ribeiro, ex-assessor do clube. Em meados de fevereiro de 2012, quando administrava o Futebol na Rede, o Marcos elogiava o blog e as informações do twitter. A partir dali começamos a conversar bastante, trocar informações sobre o Flamengo e futebol em geral. Até que um dia fui ao Ninho do Corvo (Estádio do Flamengo) para assistir a um jogo do sub-20, Flamengo de Guarulhos diante da Ferroviária, se não me falhe a memória em 2012, um dos motivos também foi ter visto pela primeira vez um amigo que vestiu a camisa do Flamengo de Guarulhos naquela ocasião jogar: Ualefi, volante do Corinthians. Esse carinho foi crescendo, passei a frequentar os estádios, tanto dentro de Guarulhos como fora, em uma oportunidade, tenho amigos que jogam e amigos torcedores do clube também.

Você visitou Globo, SBT e é constantemente visto em mídias de grande porte. Como se sente nesses locais?

Quando fui à Globo, conhecer a redação de esportes e estive por lá, o sentimento foi de que ali (redação de jornalismo) era o lugar para mim. Era aquilo que eu almejava. É diferente você ver grandes profissionais trabalhando a todo favor, gravações, programas ao-vivo, equipamentos de TV e web. É algo inexplicável. Quando fui era como se realmente estivesse vivendo um sonho, vivendo aqueles sonhos que na maioria das vezes vivemos acordado. Ainda pude visitar os estúdios de Globo Esporte, Jornal Hoje, Altas Horas e estive “ao lado” do Arena SporTV. Fui muito bem recebido pelos apresentadores das atrações. É uma experiência única. Agradeço a indicação do Marcelo Hazan e a atenção de Zé Gonzalez e demais envolvidos. Espero, quem sabe, com muito esforço, poder trabalhar com todos que lá estão. No SBT fui em 2010, quando teve o Teleton daquele mesmo ano junto à AACD. Ficar no palco em um espetáculo desses é demais. Ver e até mesmo poder conversar por alguns minutos com Sílvio Santos e ser elogiado por ele muito novo, com 11 anos é algo que jamais esquecerei. Talvez hoje, aos 15, não conseguisse falar tão tranquilamente como falei naquela época agora sabendo a representatividade do Sílvio Santos, um dos maiores comunicadores da televisão brasileira.

Foto: Reprodução / Facebook
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E  quem te inspira, Ronald?

A minha inspiração dentro do jornalismo são Mário Marra, Deva Pascovicci, Marcelo Hazan, Alexandre Lozetti e Marcos Teixeira. Inclusive brinco com o Marcos Teixeira que ele será meu professor na faculdade de jornalismo. Seria muito bacana. É um dos caras que mais respeito na profissão. Um mestre pra mim, diga-se de passagem. Eles que “participaram” mesmo que indiretamente para minha escolha naquela ocasião da AACD pelo fato de não passar os jogos de São Paulo na TV, só do Rio. O próprio Marcos têm uma história muito bacana, foi sonhando, sonhando, conquistando espaço, trabalhando muito e duramente para chegar onde chegou. Hoje faz parte do time da Gazeta Esportiva. Já fora do jornalismo me inspiro muito nas histórias de Narciso e Matheus Vidotto. Um superou a leucemia, o outro, operou o coração para jogar futebol, ambos fizeram parte daquela história em 2012. E também na minha própria história, muitas das vezes me pergunto se eu realmente passei por tudo o que passei e como estou firme e forte até hoje em busca dos meus sonhos.

E quem quiser conhecer o trabalho do Ronald, ou entrar em contato, como faz?

Quem quiser conhecer mais sobre o Ronald Capita é só me procurar no  FacebookFan-Page , TwitterInstagramVoz CaiçaraPSG Brasil… (risos).

Valeu, Ronald!

 

@LucasCanosa – BDI

Mande seu e-mail para Lucas Canosa : lucascanosa@bastidoresdainformacao.com.br

 

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