Conheça as fotografias Post-Mortem‏

Depois dos locais mais assombrados do mundo, vamos conhecer as histórias de fotos após a morte.

arquivo do horror 

Post-mortem é um termo originário do Latim e significa “póstumo”,”após a morte”. 

Mas qual a origem das fotos que recebem esse nome? 

No final do século XIX tornou-se um costume fotografar toda a família reunida com um parente que falecera. A recordação post-mortem, na época, era uma tradição e não causava horror, como nos dias de hoje. 

Provavelmente se algum de nós fizer algo semelhante hoje em dia será considerado insano. 

O estranho costume parece ter se originado na Inglaterra, quando a Rainha Victória pediu que fotografassem um parente, ou uma pessoa próxima a ela, para que o retrato fosse guardado como recordação. 

 Esse tipo de fotografia se popularizou na América do Norte e Europa e os fotógrafos que se especializaram nesse tema ganharam status e muito dinheiro. No começo, os corpos eram fotografados no caixão ou deitados, como se estivessem dormindo, mas posteriormente os mortos começaram a ser fotografados como se a pessoa falecida ainda estivesse em uma atitude cotidiana, viva. 

Fotografar os entes queridos era uma espécie de negação da morte, uma forma de que fosse mantida a imagem da pessoa ainda em vida, apagando aquela última, dentro do caixão: imóvel, morta, tétrica. 

post mortem 1 

Naquela época as fotografias em si já eram um artigo de luxo, devido ao alto valor para que fossem produzidas e pela pouca quantidade de máquinas fotográficas e profissionais existentes. Uma foto post-mortem era ainda mais cara, naturalmente, mas servia como última homenagem da família ao falecido.  

post mortem 4

Quando o falecimento havia ocorrido há pouco tempo criavam-se cenários elaborados para as fotografias de forma que ficava impossível, para quem desconhecesse o fato, perceber que o modelo se tratava de um cadáver. 

 Porém, se a morte já tivesse acontecido há mais tempo, havia a necessidade de se instalar calços de madeira e estacas junto ao defunto, além de se caprichar na maquiagem para que fosse conseguido o efeito desejado pela família.

pos morte 1 

Obviamente, quanto mais elaborada fosse a produção, maior seria o valor cobrado.  

Muitas dessas fotos retratam o defunto de olhos abertos, como se encarasse a câmera, produzindo um efeito que impressiona, principalmente quando o morto em questão é uma criança ou um bebê. 

 Em diversas dessas fotos, onde vivos e mortos posam juntos, fica difícil diferenciar quem ainda possui vida ou não. 

post mortem 2 

Recentemente o interesse em fotografias post-mortem cresceu bastante e diversas exposições foram organizadas sobre o tema. Em 1998, por exemplo, o The Teyler Museu, o mais antigo da Holanda, organizou a exposição “Naar het lijk, het Nederlandse doodsportret, 1500 – heden” que grosseiramente pode ser traduzido como “O cadáver, o retrato da morte holandês, 1500 – presente” em que são retratadas pessoas falecidas desde o ano de 1500 até hoje. 

Uma das maiores coleções do gênero pode ser encontrada no The Burn Archive, nos E.U.A., que conta com uma vasta coleção de fotografias médicas, consequentemente de muitas post-mortem. 

 Caso você tenha se interessado pelo assunto há um imenso catálogo de fotos do gênero disponível na internet, basta utilizar algum buscador procurando por “fotografia post-mortem”, muitas delas bastante impressionantes. 

post mortem 3 

Os costumes mudam com o passar das gerações e o que hoje pode nos parecer bizarro e de mau gosto não era assim considerado até algumas décadas atrás.  

Quantos dos nossos costumes atuais também não poderão causar repulsa nas futuras gerações? 

lobisomem

 Você conhece a verdadeira história do Lobisomem? Não? Vamos conhecer na próxima semana.

Arquivo do Horror, toda quarta-feira, às 20h, no BDI.

@oscarmendesf / Site oficial do autor

Mande e-mail para o colunista: oscarmendes@bastidoresdainformacao.com.br