Como salvar o futebol pernambucano?

Por Deyvid Xavier

Foto: Gazeta Esportiva

Após mais uma partida em que o Santa Cruz não conseguiu vencer, consequentemente, não fez menção alguma em sair da zona de rebaixamento da Série B, o torcedor já sente, mais uma vez, o drama de uma queda, e pior, nos mesmos moldes do calvário que há quase 10 anos atrás, onde o time chegou a figurar na última divisão nacional e, sem calendário, se viu obrigado a jogar a Copa Pernambuco.

É triste a situação do futebol pernambucano. Na Série A, o Sport deixou de ser o time regular do primeiro turno, onde até pensava em Libertadores, para viver a incômoda situação de disputar o Brasileiro para não cair. Seus rivais, Santa Cruz e Náutico, já estão praticamente rebaixados à Série C de 2018, os dois com grandes dificuldades financeiras.

Após o empate contra o Oeste, em casa, pela 30ª rodada da Série B, os jogadores do querido Santinha foram cobrados na saída do estádio, inclusive o ídolo Grafite. No clima tenso, o atacante disse que tem jogadores que não recebem salário há 3 meses e estão indo treinar a pé!

Triste situação do futebol pernambucano. A esperança fica por conta do Sport, pois Náutico e Santa Cruz devem fazer um clássico pernambucano na Série C ano que vem. O Náutico nunca se sentiu em casa jogando na Arena Pernambuco, lugar longe, já que o metrô só completa parte do caminho. Quer voltar ao estádio dos Aflitos, mas precisa reformar tudo o que deixou para trás e, atualmente, manda seus jogos em Caruaru, muito distante de Recife. Também teve problemas de pagamento na temporada que culminou na saída de alguns jogadores, como o meia Marco Antônio, e obrigou o time a vender uma de suas joias, o atacante Érick.

Grandes problemas de gestão que refletem diretamente nos times. Reflexos nos times que afetam o torcedor. Com isto, quem perde é o futebol pernambucano, quem não sabe se terá um único representante na Série A ou na Série B do Brasileirão.

 

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