Clubes paulistas criticam ‘venda’ de mando do Linense

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O fato de o Linense ter “vendido” seu mando de campo nas quartas de final do Campeonato Paulista, foi alvo de crítica de outros clubes. O presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, disse que apoia a “decisão dos clubes”.

O regulamento do Paulistão permite a manobra. A renda das duas partidas será dividida ao meio por São Paulo e Linense.

O presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte criticou a venda de mando do time de Lins, que jogará duas vezes contra o São Paulo no Morumbi.

“Eu enxergo que tem um desequilíbrio, mas a escolha é deles. O Palmeiras tem que pensar no Novorizontino, não tem que opinar sobre outros jogos” declarou o presidente palmeirense.

Giovanni Dimarzio, vice-presidente da Ponte Preta também criticou a decisão do Linense em jogar na capital paulista nos dois jogos.

“Eu penso que seria mais interessante ter os jogos no interior. Nós, por exemplo, não aceitamos jogar as duas contra o Santos no Pacaembu. Nós somos contra e manifestamos isso. Os jogos deveriam ser na casa dos mandantes”, declarou o presidente da Ponte.

Genilton Rocha Sanntos, presidente do Novorizontino, que enfrenta o Palmeiras nas quartas de final, também criticou a decisão do Linense.

“Isso é algo que a gente não abriu mão. Sempre falamos ao nosso torcedor, que é sempre presente, que levaríamos os grandes para lá. Colocamos o lado emocional do torcedor acima de tudo. Temos que valorizar o nosso torcedor”.

Os presidentes de Corinthians e Santos, respectivamente Roberto de Andrade e Modesto Roma Júnior, não quiseram entrar no mérito da questão.

“É um problema de São Paulo e Linense”, resumiu o cartola do Corinthians.

O representante do Botafogo de Ribeirão Preto, Octavio Valini Júnior, foi o único a elogiar a escolha do Linense.

“Achei uma decisão acertada, coerente, tendo em vista que o Linense não tem condição de jogar em seu estádio. Mas o Botafogo nunca pensou nessa possibilidade, porque nosso estádio tem condição. A gente deve isso ao nosso torcedor”.

O presidente do Linense, José Hugo Gentil Moreira, justificou sua decisão pelo aspecto financeiro.

“A gente se comprometeu a não levar jogos dos grandes para Lins, porque nosso estádio não tem condição. Então tínhamos duas possibilidades: levar para outra cidade do interior, onde não teríamos ganho esportivo e nem financeiro, ou trazer para a capital. Não temos calendário no segundo semestre, só a Copa Paulista, que é deficitária”, disse.

O presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, defendeu a decisão.

“É algo que só afeta aos dois clubes, portanto não prejudica e nem beneficia terceiros. O futebol vive de receitas. [Em Lins] temos um estádio pequeno, em que a maioria seria são-paulina de qualquer maneira. É uma decisão dos clubes, com o apoio da federação”.