Casagrande e Chico Buarque assinam pedido de impeachment de Bolsonaro

Foto: Reprodução

Um grupo formado por personalidades, como Chico Buarque, o ex-jogador Walter Casagrande, o músico Arrigo Barnabé, o economista Luiz Carlos Bresser-Pereira e o padre Júlio Lancellotti apresentou à Câmara dos Deputados, na terça-feira (14), pedido de impeachment de Jair Bolsonaro.

Também contém as assinaturas do jurista Fábio Konder Comparato, da ex-procuradora Deborah Duprat, do jornalista Juca Kfouri e do ator Gregório Duvivier.

O documento aponta uma série de crimes de responsabilidade cometidos pelo presidente da República, como a maneira como tem gerido a crise da Covid-19, ataques à imprensa, direcionamento ideológico de verba no setor audiovisual e condutas irregulares na área ambiental.

As condutas imputadas a Bolsonaro constam dos seguintes dispositivos da “lei do impeachment” (Lei 1.079/50):

  • incisos 1, 2, 3, 7 e 11 do artigo 5º;
  • incisos 5, 6 e 9 do artigo 7º;
  • incisos 7 e 8 do artigo 8º; 
  • incisos 3, 4 e 7 do artigo 9º.

“As políticas de saúde foram severamente afetadas pela atuação criminosa de Jair Bolsonaro. Além da desarticulação do Sistema Único de Saúde (SUS), que já vinha sendo posta em prática no primeiro ano de gestão, a pandemia da Covid-19 escancarou o desprezo do atual governo pela proteção à saúde da população”, diz trecho do documento.

A denúncia menciona ainda a “desconstrução sistemática de direitos políticos, individuais e sociais”, violações na área ambiental, cultural, de direitos da população negra e das comunidades quilombolas, de direitos povos indígenas e de direitos individuais e coletivos dos trabalhadores. Também acusa o presidente sem partido, de crimes decorrentes de violações à segurança interna, contra a probidade da Administração e contra a existência da União.

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