Brasil não faz uma boa partida e perde para Polônia e sofre terceira derrota na Liga Mundial

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(Foto: Divulgação / FIVB)

O Brasil começou o primeiro set com uma formação diferente. Lipe, Theo e Gustavão deixaram o banco de reservas. Conseguiam fazer com que a equipe fugisse dois pontos no placar (10/8). Até que as falhas na recepção deram as oportunidades que os poloneses precisavam para tomarem a frente. Bernardinho trocava as peças. Bruninho e Theo davam lugar a Rapha e Vissotto. O cenário não mudou muito. Desfeita a inversão, Theo voltava à quadra e colocava a bola no chão (17/16). No ataque seguinte, o bloqueio dos adversários fecharia mais uma vez a porta para o Brasil. Bernardinho queria ver a parede do seu lado da rede se formar também. Se a resistência não era criada, a Polônia aproveitava para fazer 24/23. Lucarelli fez a equipe respirar ao deixar tudo igual. Na nova chance, os visitantes não perdoaram: 26/24.

A Polônia não estava disposta a deixar os anfitriões crescerem. Forçava o saque, montava o triplo e abria 11/7. Bruninho chamava os companheiros. Repetia: “vamos lá!”. Mas a reação não vinha. A arquibancada pedia pela entrada de Sidão, mas eram Rapha e Vissotto que vinham para o jogo. Depois de estar perdendo por 17/13, a equipe encostava (18/17).  O bom momento passava e outra vez os rivais construíam uma vantagem de três pontos. Logo em seguida, os erros mudaram de lado. Foi a senha para o Brasil se aproximar. Lucarelli salvava o primeiro set point. Um bloqueio de Gustavão garantia o empate (24/24). Por duas vezes Vissotto evitava o 2 a 0 (26/26). A desatenção na defesa levava Bernardinho à loucura. A Polônia agradecia e fechava o segundo set: 28/26.

Na terceira parcial, o saque polonês fazia ainda mais estragos. A seleção contornava o problema e fazia 8/6. Vissotto chamava a responsabilidade e comemorava a frente confortável (14/9). Os três pontos seguidos dos visitantes forçaram o pedido de tempo. Na volta, a virada (16/15). O ginásio ficava mais silencioso. As vozes ouvidas eram as dos jogadores da Polônia, que caminharam sem muita resistência para seu primeiro triunfo na competição: 25/21.

– É uma sensação muito boa alcançar esse resultado aqui no Brasil. Nós temos uma equipe jovem e hoje conseguimos segurar a pressão. Estou orgulhoso com a maneira que jogamos. Acho que o Brasil ainda é o melhor time do mundo, mas ainda não está em sua melhor forma – disse o técnico Stephane Antiga.

Brasil – Bruninho, Theo, Lucão, Gustavão, Lipe, Lucarelli e Mário Jr (líbero). Entraram: Rapha, Vissotto e Maurício Borges. Técnico: Bernardinho.

Polônia – Klos, Wrona, Bociek, Dryzga, Mika, Buszek e Ignaczak (líbero). Entraram: Ruciak, Perlowski e Konarski. Técnico: Stephane Antiga.

 

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