Bolsonaro recebe plano para vacinação contra Covid-19

Foto: Isac Nóbrega/PR

O Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 foi entregue ao Presidente Jair Bolsonaro nesta quarta-feira (16), durante cerimônia no Palácio do Planalto.

“E nós todos, irmanados, estamos na iminência de apresentar uma alternativa concreta, para nos livrarmos desse mal. Que é o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19”, frisou o Presidente. “Obviamente, momentos difíceis todos nós vivemos, mas depois da tempestade, a bonança. É isso que vislumbra no horizonte do Brasil. São 27 governadores com um só propósito, o bem comum, a volta à normalidade.”

Segundo o documento, os primeiros a serem imunizados, com duas doses, são pessoas dos grupos prioritários, como trabalhadores da Saúde e idosos a partir dos 75 anos de idade.

“Obviamente, momentos difíceis todos nós vivemos, mas depois da tempestade, a bonança. É isso que vislumbra no horizonte do Brasil. São 27 governadores com um só propósito, o bem comum, a volta à normalidade”, afirmou o Presidente

A estimativa do Governo é que os grupos de maior risco para agravamento e com mais exposição ao vírus sejam vacinados ainda no primeiro semestre de 2021. Mas ainda não há uma data para início, uma vez que nenhum pedido de registro de vacina chegou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Após a fase inicial, a expectativa é concluir a imunização em 12 meses. No entanto, o Ministério da Saúde registra que esse cronograma poderá ser revisto já que existem negociações em andamento para a aquisição da vacina.

O plano está dividido em dez eixos que incluem descrições sobre a população-alvo para a vacinação, as vacinas já adquiridas pelo Governo e as que estão em processo de pesquisa, a operacionalização da imunização, o esquema logístico de distribuição das vacinas pelo país e as estratégias de comunicação para uma campanha nacional.

Grupos prioritários

Na primeira fase, estão os trabalhadores da Saúde, população idosa a partir dos 75 anos de idade, pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência, população indígena e comunidades tradicionais ribeirinhas. Em um segundo momento, entram pessoas de 60 a 74 anos.

A terceira fase prevê a imunização de pessoas com comorbidades que apresentam maior chance para agravamento da doença como portadores de doenças renais crônicas, cardiovasculares, entre outras.

Também constam como grupos prioritários para receber a vacina professores, forças de segurança e salvamento e funcionários do sistema prisional.

De acordo com o Ministério da Saúde, os critérios para escolha dos grupos prioritários levaram em conta a parcela da população com maior risco de agravamento de óbitos e a manutenção dos serviços essenciais. No plano, o ministério pondera que os grupos previstos ainda são preliminares e poderão ser alterados.

Logística

Para operacionalizar a campanha nacional de vacinação, o plano do Governo prevê capacitação dos profissionais de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) e também um esquema de recebimento, armazenamento, expedição e distribuição dos insumos, que são o próprio imunizante, além das seringas e agulhas.

Vacinas

De acordo com o plano, foram firmados memorandos de entendimento, não vinculantes, que expõem a intenção de acordo, podendo sofrer alterações de cronograma e quantitativos a serem disponibilizados com a Pfizer/BioNTech, Janssen Instituto Butantan, Bharat Biotech, Moderna, Gamaleya.

Campanha de comunicação

Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, foi lançada uma campanha de comunicação que terá duas etapas. A primeira esclarecerá a população sobre a eficácia do imunizante. A segunda será iniciada assim que haja a definição das vacinas com informações sobre a importância da vacinação, públicos prioritários e dosagens.

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