Bolsonaro diz que querem tachá-lo como genocida

Foto: Alan Santos/PR

Mesmo com o Brasil chegando a marca de 200 mil mortes por causa da Covid-19, Bolsonaro (sem partido) rejeitou o título de genocida durante conversa com apoiadores nesta quinta-feira (7), no Palácio da Alvorada.

“Querem me tachar de genocida. Quem que eu matei? Muito pelo contrário. Eu, com as minhas medidas, sugeri tratamento precoce. Evitamos muitas mortes”, disse Bolsonaro.

“Nós salvamos vidas com este tratamento precoce”, afirmou.​

Apesar de o Brasil ainda não ter começado uma campanha de imunização, como já ocorre em outros países, Bolsonaro responsabilizou a imprensa pela situação.

“A imprensa não tem o que fazer, daí fica ‘falta seringa, incompetência’. Queria que eu comprasse superfaturado para ser tachado agora de corrupto”, disse Bolsonaro.

“Agora estão dizendo que vai faltar seringa, como nós estamos segurando para Covid, vai faltar seringa para outras doenças. São canalhas”, afirmou.

Bolsonaro ainda fez considerações contrárias a vacinas, menos de 24 horas depois de ele mesmo ter assinado uma MP (medida provisória) que permite a compra de imunizantes sem licitação e antes do registro da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

“A vacina, se é emergencial, ela não tem segurança ainda. Ninguém pode obrigar ninguém a tomar algo se não tem certeza das consequências”, disse Bolsonaro.

“O Brasil é um dos países que mais produzem seringas. Não vai ter falta de seringa.”

Bolsonaro também disse que menos da metade da população brasileira pretende tomar vacina, informação que ele afirmou ter obtido nas aglomerações que promoveu nos últimos dias durante o recesso que passou no litoral de Santa Catarina e São Paulo.

“E outra: alguém sabe quantos por cento da população vai tomar vacina? Pelo que eu sei, menos da metade da população, pelo que eu sei. E esta pesquisa que eu faço, faço na praia, faço na rua, faço em tudo quanto é lugar”, afirmou.

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