BDI Entrevista James Akel: “Record é a maior decepção de todas”

James Akel (São Paulo, 14 de junho de 1953) Jornalista, produtor, comentarista político e escritor brasileiro.

Apareceu pela primeira vez aos 4 anos de idade na TV Tupi, na época Canal 3, no programa “Tamanho não é documento”, dirigido e apresentado por Aurélio Campos, onde durante 6 meses respondeu sobre línguas, história, geografia e outros assuntos. Tornou-se o mais jovem apresentador infantil masculino da televisão quando, aos 5 anos de idade, teve contrato de trabalho regular registrado com a TV Paulista, Canal 5, onde apresentava diariamente, às 18:55h, o programa “Sessão Zás-Trás”, sob direção de Délio Santos. Aos 6 anos estreou como ator infantil em 7 de abril de 1960 no programa A Turma dos Sete da TV Record, apresentado às terças e quintas às 19 horas, fazendo o papel de Bebeco e sob a direção de Armando Rosas. Em 1961, este seria o primeiro programa de televisão a ser apresentado ao vivo em rede com a TV Rio. Em 1965, com o fim de A Turma dos Sete, passou a fazer parte do elenco infantil da TV Excelsior, participando todos os sábados do programa “Quem quiser que conte outra”, sob a direção de Maria Aparecida Baxter. Em 1970 passou a produzir o programa de TV Infantil “Setinho”, sob a direção de Durval de Souza, na TV Record. Também atuou como dublador dos sete aos doze anos, fazendo dublagem de filmes estrangeiros nos então estúdios da Gravasom e Ibrasom, dublando todas as séries de Guilherme Tell e “Hazel”.

Bom dia, James. Tudo bem? Me fala um pouco dos seus projetos atuais?
Atualmente escrevo uma coluna diária de televisão e política no www.jamesakel.zip.net
Também semanalmente faço uma participação na Rádio Showtime, www.showtimeradio.com.br onde falo de televisão e política.
Sou conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa.
E tenho meu trabalho na minha assessoria de marketing e comunicação.
Estou retomando agora meu projeto de realização de webtv, com quadros gravados sobre assuntos variados que são postados na coluna que escrevo e agora também na BDI.
Você está com um projeto junto com o Ronaldo Esper de fazer comentários de temas atuais em formas de vídeo, como funciona isso?
Este projeto de WEBTV é uma retomada do que eu fiz ano passado , onde fazia comentários diversos e agora estou retomando estas gravações fazendo os mesmo comentários, mas agora criando outros quadros.
Ronaldo Ésper é uma primeira linha de quadros de comentários.
Ronaldo é muito atrevido e o povo gosta disto.
Depois ainda vai ter uma coleção de comentários sobre livros, feitos por outros jornalistas.
E também comentários de costumes do cotidiano, por outras personalidades.
Em alguns dos seus vídeos você foge do tema que está acostumado a comentar, a televisão. Sua paixão pela escrita e pela televisão começou quando?
Minha paixão pela escrita começou aos 14 anos na sala de aula, quando eu ficava entediado com a professora de sociologia e escrevia teatro na aula dela.
Um dia, ela pegou o que eu estava escrevendo e ficou estarrecida e levou para o diretor da escola que era um padre.
E a peça que eu tinha escrito na sala de aula era uma briga entre um padre e uma prostituta que tinham no passado sido apaixonados. Televisão eu me apaixonei aos 5 anos quando ganhei um concurso de apresentador na TV Paulista e aos 6 anos o contrato foi assinado pelo meu pai e me tornei o mais jovem apresentador de TV do mundo.
Desconheço outro menino nesta idade com contrato assinado com emissora pra ser apresentador.
Tenho o contrato guardado comigo até hoje.
Depois veio o convite pra fazer o seriado A Turma dos Sete na Record em abril de 60.
Fazíamos um seriado duas vezes por semana ao vivo e em rede São Paulo Rio.
Foi o primeiro programa da TV a ter rede São Paulo Rio.
Na época ganhamos todos os prêmios.
E fazíamos tudo ao vivo sem nenhum erro.
E o autor do seriado escrevia sozinho e dirigia.
Ainda no tema “TV”. O que você pensa da televisão atualmente?
A televisão atualmente está numa época de entressafra.
Ou seja, é uma época sem criatividade.
E exatamente por isto que o Ibope vem sendo a cada dia pior.
Comente Globo, Record e SBT…
Globo, depois da saída de Boni, nunca mais teve comando igual.
E a cada dia sua programação fica pior e o Ibope é resultado disto.
Record é a maior decepção de todas.
Algum tempo atrás garantiram ao povo que em 5 anos seriam lideres.
E agora estão disputando vice.
SBT, depois que Silvio assumiu o comando da direção total, só perdeu Ibope pra Record que agora, sob comando de Honorilton, está perdendo Ibope para SBT.

Em sua opinião, qual o motivo do SBT ter perdido a vice-liderança para a Record?

SBT perdeu a vice para a Record quando o Silvio assumiu a direção do SBT depois da morte de um diretor de lá que mandava de verdade e dava Ibope.
Depois que Silvio achou que entendia de programação e artístico, começou a perder Ibope para a Record.
A Record não soube aproveitar isto pois Honoritlon Gonçalves é o pior que poderia existir na direção da Record e então vai perder a vice para o SBT.

Foto: Divulgação RedeTV!
James Akel no “Manhã Maior” da RedeTV!/ Foto: Divulgação RedeTV!

Estamos encerrando a entrevista, deixe sua mensagem para os leitores do BDI .

Minha mensagem é que a gente tem que fazer o que gosta da melhor forma que seja e sempre saber que a gente não é dona da verdade.
Quando a gente passa um texto para o nosso leitor, a gente está passando a nossa verdade e o leitor tem todo direito de acreditar ou não, gostar ou não, aceitar ou contestar.
Quem faz coisas para o público, tem que ter o público como meta de estratégia.
Temos que entender que o público tem uma personalidade individual e uma personalidade coletiva.
Nunca vamos atender a todo público e a toda personalidade quer individual ou não.
E não temos que nos frustrar quando descobrimos isto.
Temos que criar sempre e com sinceridade criar algo que possa ser útil ao povo.
E o entretenimento também é útil ao povo.

@LucasCanosa


 

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