Atlético de Madrid vence o Chelsea, e está na Final da Champions League contra o Real Madrid

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(Foto: AP)

Após o morno empate em 0 a 0 na ida, quem esperava um Chelsea mais ofensivo para buscar a vitória se decepcionou com a escalação escolhida por Mourinho. Ao menos no papel, a ideia era reforçar ainda mais a defesa, com Azpilicueta improvisado no meio de campo, junto com David Luiz e Ramires. Os únicos liberados para o ataque eram Hazard, Willian e Fernando Torres.  

Como era esperado, a partida, no início, foi tão truncada como o duelo de ida. As seguidas faltas tiravam o ritmo do jogo, e as equipes tinham pouquíssimo espaço para criar. Num confronto tão renhido, qualquer ação individual poderia fazer a diferença. Foi o que Willian fez aos 35 minutos do primeiro tempo. Lançado pela direita, o brasileiro, numa jogada sensacional, passou por dois marcadores e foi derrubado. Azpilicueta aproveitou a sobra e cruzou rasteiro para Fernando Torres finalizar. A bola ainda desviou em Suárez e enganou Courtois antes de entrar. Criado no Atlético, Torres não comemorou: abaixou a cabeça em respeito e deixou a festa para a torcida.

Entretanto, a euforia dos Blues durou pouco. Time guerreiro, curtido com cicatrizes das diversas batalhas que já superou durante a temporada, o Atlético de Madrid reagiu rápido. Aos 43, após lançamento de Tiago na área, Juanfran escorou para o meio, a zaga do Chelsea não cortou, e Adrián mandou para as redes.  Aos 14 minutos, seis depois de entrar, o atacante camaronês vacilou e derrubou Diego Costa na área. Pênalti que o artilheiro colchonero, depois de catimbar, reclamar da posição da bola e levar cartão amarelo, converteu com um chute forte, no alto: 2 a 1 Atlético. Foi o oitavo gol do brasileiro na Champions.
Ainda travado, o Chelsea quase empatou em outra bola parada. Willian cruzou na área, David Luiz subiu livre e cabeceou na trave. No susto, Courtois jogou para fora e evitou o empate. Foi o último suspiro dos Blues.

Aos 25 minutos, veio o golpe de misericórdia do Atlético, em uma jogada parecida com o primeiro gol – Simeone não é o grande treinador da temporada à toa. Tiago lançou na área, Arda Turan cabeceou na trave e, diante dos incrédulos e paralisados defensores do Chelsea pegou o rebote para marcar o terceiro.

Foi a senha para a torcida colchonera gritar olé, provocar Mourinho e festejar. Em campo, o Chelsea, completamente desorientado, se entregou. E o sistema defensivo dos Blues, tão eficiente na ida, desmoronou. Os jogadores do Atlético entravam na área como queriam e poderiam ter ampliado. Não o fizeram. Este gigante já estava derrotado. Era melhor guardar a artilharia para o merengue que aguarda os pupilos de Simeone em Lisboa.

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