Arbitragem sem complô

Foto: figueirense.com.br
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Muito se diz sobre um certo complô em favor do Corinthians neste Campeonato Brasileiro por conta dos erros de arbitragem. Isso é a famosa “conversa de botequim”, não se pode acreditar nisso. Os erros acontecem para todos. Todos são prejudicados, e consequentemente, favorecidos por conta da arbitragem. Alguns podem contestar que se erra mais para um e menos para outros. Até faz sentido, e nisso pode-se abrir uma discussão à parte, mas o que estão esquecendo é a falta de preparo da arbitragem acima de um possível complô. Há erros difíceis, discutíveis e interpretativos, como “bola na mão” ou “mão na bola”, ou o atacante que está centímetros impedido, e neste caso, a regra do nosso esporte diz para seguir o jogo. Mas há erros crassos, infantis e revoltantes, como o gol de Ricardo Oliveira diante do Sport, na Ilha do Retiro, onde estava metros à frente. Ou o toque de mão do zagueiro Wallace, no clássico entre Flamengo e Fluminense, no Maracanã.

Os árbitros têm a determinação da CBF para marcar falta em qualquer toque de mão, independente da intenção do atleta, e ainda assim complica-se! Outra determinação é a de que os jogadores não podem falar com a arbitragem, fazendo-os confundir “autoridade” com “autoritarismo”. Mas os erros que estamos vendo no Brasileirão vão além disto. Basta também acompanharem, há duas rodadas atrás, os erros contra o Fluminense, que teve um gol legítimo absurdamente anulado (o que não anula o excelente futebol praticado pelo Corinthians naquela partida), assim como no jogo Ponte Preta x Cruzeiro, um gol anulado e um pênalti claro não anotado pela arbitragem em favor da Macaca…assim como o pênalti “fantasma” marcado para o Santos contra o Avaí, ou a falta não marcada no gol de Lisandro López na goleada do Internacional sobre o Vasco (independente do placar elástico a favor do Colorado, o árbitro está ali para cumprir a regra do esporte).

Espero que tenha conseguido ressaltar os absurdos de arbitragem decorridos neste campeonato e diferenciar erros interpretativos (que geram dúvidas) e erros crassos (o que mais vem ocorrendo). A questão não é favorecimento para algum time ou complô para um certo time ganhar a competição, a questão vai além, é a desvalorização do futebol!

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