Alex se despede do Futebol sendo ídolo em três clubes no Brasil e “rei” na Turquia

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(imagens/Espn)

Neste domingo, no Estádio Couto Pereira, o meio-campista de 37 anos fez sua última partida como atleta profissional após 19 temporadas. À frente do Coritiba, que o revelou ao futebol, ele enfrentou e venceu o Bahia de virada pela derradeira rodada do Brasileirão.

Alex escreveu uma história dentro e fora dos gramados que destoa do habitual no esporte. Considerado uma joia pelo torcedor coxa-branca, acabou negociado com o Palmeiras em 1997 e lá foi campeão de Copa do Brasil, Copa Mercosul, Torneio Rio-São Paulo… e Libertadores. Há 15 anos, o camisa 10 fez parte do time comandado por Luiz Felipe Scolari que deu o primeiro título continental ao clube de Palestra Itália. E qual palmeirense não se lembra da atuação magistral diante do River Plate na semifinal?

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(Imagem/Espn)

Depois foi ser o maestro de um Cruzeiro campeão de tudo em 2003: a Tríplice Coroa com as taças do Mineiro, da Copa do Brasil e do Brasileirão. Um esquadrão inesquecível sob o comando de Vanderlei Luxemburgo.

No ano seguinte, aceitou uma oferta para atuar pelo Fenerbahce, um dos principais times da Turquia. De 2004 a 2012, não teve para ninguém. Alex foi o Deus com milhares de devotos a segui-lo. Uma devoção poucas vezes vista, ainda mais com por um estrangeiro. O canhoto, porém, era uma máquina potente na engrenagem do Fener.

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(Imagem/Espn)

Em sua longa passagem por Instambul foram 378 jogos com incríves 185 gols e 162 assistências, incomum para meio-campistas. De lá, saiu por causa do então técnico, Aykut Kocaman, outro ídolo dos torcedores como jogador, mas que via o brasileiro próximo de quebrar alguns recordes que lhe pertenciam.

“Oito anos de clube e ele resolveu tudo em apenas três minutos”, afirmou Alex logo depois de sua saída explicando como foi a reunião relâmpago com o presidente Aziz Yildirim.

Então, resolveu voltar ao Brasil. E os três clubes que o amam quiseram contratá-lo. Coritiba, Cruzeiro e Palmeiras estavam de portas abertas para recebê-lo, e o “Cabeção” resolveu seguir o coração: assinou pelo time paranaense, seu primeiro amor.

Em dois anos, Alex continuou mostrando seu valor – ainda que tenha sofrido por algumas lesões, principalmente em 2012 – e levou muitos torcedores aos estádios para vê-lo. E assim o fará novamente neste domingo, em sua despedida.

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O retorno do meio-campista ao Brasil, ainda, levantou uma bandeira importante: o Bom Senso F.C. O movimento liderado pelos jogadores das principais divisões do futebol nacional teve início no ano passado e teve no camisa 10 um de seus líderes. Discussões para um melhor calendário, por maior participação de atletas e ex-atletas nas decisões do esporte, pelo equilíbrio das contas dos clubes… O grupo recebeu apoio até do governo federal, mas o trabalho continua: afinal, vários times devem salários a seus jogadores e funcionários.

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