A triste atitude de Joaquim Barbosa no caso do Genoino

joaquim barbosa

O Brasil viu nesta semana uma cena patética, com o presidente do STF, Joaquim Barbosa, se recusando a colocar em votação a prisão domiciliar de José Genoino.

A atitude de Barbosa, ao não colocar em votação algo prioritário que é quando existe réu preso, quando os recursos tem prioridade em relação ao restante, demonstra claramente que Barbosa não quer colocar em votação pra não perder esta votação pois sabe que o plenário deve liberar Genoino pra cumprir pena em casa.

Este é o despacho de solicitação da Promotoria e deve ser aceita pelo plenário.

Mas Barbosa, que se aposenta ao final deste mês, não quer aceitar esta definição do plenário em detrimento de seus desejos.

Caso não se importasse com a decisão do plenário já teria colocado em pauta a votação do recurso.

Então fica uma situação bem pior pra se pensar.

Alguém com o perfil tão autoritário de Joaquim Barbosa pedir aposentadoria seis meses antes de terminar sua presidência, é incoerente em qualquer manual de psicologia.

O mistério cresce em relação ao caso e quem sabe no futuro se apresente a verdade dos fatos.

Outra coisa que não pareceu adequada a uma assessoria de imprensa do STF foi a divulgação de palavras colocadas na boca do advogado que em nenhum momento foram ouvidas por quem quer que estivesse no plenário.

E estas palavras colocadas na boca do advogado foram atribuídas a um segurança do STF que foi mantido anônimo.

O problema não é manter anônimo tal pessoa.

O problema é a assessoria do STF divulgar que o segurança ouviu que o advogado ameaçou a vida do presidente do STF e nada ser feito.

Se houve a ameaça e ninguém fez nada, alguém prevaricou.

Se houve a ameaça da boca do advogado contra o presidente do STF, a obrigação do segurança no momento era dar voz de prisão contra o advogado.

Pra provar a ameaça, a testemunha tem que aparecer.

Entre a palavra se um segurança anônimo que recebe ordens do presidente do STF e a palavra do advogado que colocou sua cara em cena e disse tudo que queria dizer no microfone, eu fico com a palavra do advogado que não se escondeu.

Não vou nem entrar no fato do presidente do STF, Joaquim Barbosa, ter desconsiderado uma investigação longa da Polícia Federal e encaminhada à Procuradoria Geral da República, sobre o processo do mensalão.

Mas vou aqui lembrar uma entrevista de Joaquim Barbosa à jornalista Mônica Bérgamo da Folha.

Naquela entrevista Joaquim Barbosa declarou que tinha votado em Lula e Dilma e não se arrependia.

Uai, se Joaquim Barbosa disse que não se arrepende de ter votado em Lula, por que fez uma ginástica enorme jurídica pra criar uma teoria pra condenar participantes do mensalão, que nada mais foram que personagens que criaram e trabalharam pra que Lula fosse eleito ?

Algum mistério existe nisto tudo.

Um ministro presidente do STF que faz tudo pra condenar todo grupo que criou condições financeiras pra eleger Lula e diz que não se arrependeu de ter votado em Lula comete grande incoerência.

Pior ainda tem.

Se Joaquim Barbosa fez toda ginástica jurídica pra condenar réus do mensalão que trabalharam e usaram o mensalão pra eleger Lula, com confissão do publicitário de que recebeu dinheiro fora do Brasil pra fazer a campanha, causa espanto que Lula não estava no banco de réus do julgamento comandado pelo seu eleitor Joaquim Barbosa neste caso agora mostrado.

Mande seu e-mail para James Akel : jamesakel@bastidoresdainformacao.com.br

 

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