A seleção e a incógnita

Foto: esportes.r7.com
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Foram dois amistosos, diante de Costa Rica e Estados Unidos. Cinco gols marcados (média de 2,5 por jogo). Um gol sofrido apenas. Não há como negar que os números são favoráveis, como em toda era Dunga à frente da seleção brasileira. Mas, os números são significantes? No caminho para a Copa da África do Sul, em 2010, Dunga conquistou a Copa América e a Copa das Confederações, mas, faltou a qualidade técnica na competição que seria a “cereja do bolo”, e perdemos para a Holanda. No jogo de ontem, diante dos EUA, vejo um “divisor de águas”. Um primeiro tempo que nos preocupa, sem Neymar e com Hulk em campo. Sim, Hulk fez dois gols em dois jogos, mas segue sendo improdutivo, assim como foi durante toda a Copa, e pior, além de se atrapalhar só, atrapalha os próprios companheiros. É um jogador grande, mas não um grande jogador! Em jogos contra as potências do futebol mundial, não é em Hulk que vamos depositar nossas fichas.

Mas, tivemos um segundo tempo promissor, sem Hulk e com Neymar em campo (e não quero comparar a qualidade dos dois, porque a diferença é enorme). A troca de posições e velocidade dos jogadores foi interessante ver, assim, pudemos ver algo melhor e mais objetivo. Mas ainda existe a desconfiança de uma torcida machucada por uma Alemanha, por (mais uma) eliminação numa Copa América, por um time que não passa confiança na criatividade e pela falta de posicionamento ofensivo. Nada de diferente da campanha “A.C.” (antes da Copa), a seleção que ganhava todos os amistosos. Esperamos que esta seleção “leão de amistosos”, não vire um ” gatinho D.C” (durante a Copa). A Copa em que me refiro agora são as Eliminatórias, jogar com clima de amistoso é bem mais tranquilo, mas o próximo compromisso é diante de um embalado Chile, em Santiago, é aí que vamos ver de quem sentiremos saudade, se de Ronaldo, Romário, Bebeto, Rivaldo, Ronaldinho, Zico, Garrincha, Pelé…

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