A pior safra da história do futebol brasileiro

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Foto: Eitan-Abramovich/AFP

“A culpa é do Felipão”, acusou a maioria da imprensa, e, consequentemente, boa parte da massa após o vexame na Copa do Mundo de 2014. O salto pra lá de 15 que estamos acostumados a usar quando o assunto é futebol sempre nos faz procurar um culpado pela derrota, nos impedindo de enxergar a realidade: estamos falidos na modalidade, senhores. E após mais uma derrota em 2018, qual a constatação?

A desgraçada corrupção, que começa na base, onde um clube não é dono dos direitos federativos dos próprios jogadores, de 15, 16 anos, já repartidos em inúmeros pedaços financeiros, o menor deles, do time. Depois, são treinados explorando força, excluindo técnica (viva o futebol moderno) e, então, quando chegam ao grupo principal (quando chegam) são vendidos ou queimados pela péssima utilização – entenda-se treinador, torcida, diretoria etc. 

Aí chegamos nos grandões, das federações e confederações, os engravatados, por trás de esquemas dos quais nem imaginamos, ou sim, acabando com o futebol do interior e também o da capital, somente em prol do próprio enriquecimento. 

Como resultado final de toda essa salada, encontramos atletas do mais baixo nível atuando no Brasil, e os outros, que jogam na Europa, um pouco melhores, foram pra lá muito cedo, mas são os que representam a amarelinha. Não possuem identificação alguma, não suam a camisa, deixando a desejar em raça, além de técnica, claro. Soma-se à falta de preparação, às péssimas estruturas e o despreparo financeiro das instituições, o que nos resta? E você ainda acha que a culpa é do 7 a 1?

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