A péssima mania do brasileiro em isentar-se e encontrar culpados nas derrotas

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Ano passado, quando a seleção arrebentou Espanha, Itália e Uruguai, eu ouvia muito “O Fred vai te pegar”, dos mesmos que ontem o vaiavam. A famosa memória curta do brasileiro reflete em futebol, política e em qualquer quesito. Esta memória vai eleger, Dilma, Alckmin e afins, apesar de tudo… 

Você que nem sabe o que é futebol, tá com vergonha do que? Você vai ao exterior? Vai viajar com a camisa do Brasil? Que mania de tentar encontrar culpados! Roberto Carlos em 2006, Felipe Melo em 2010 e em 2014 novamente. Levar Ronaldinho e Kaká? Os caras não estão a fim de jogar bola há muito tempo. Levamos o melhor que tínhamos, ou o menos pior. Há quanto tempo não chegávamos a uma semi-final? Até então o único contestado não era o Henrique? Esse não é o mesmo time de 2013 nas Confederações? Agora todo mundo é ruim? Quanto oportunismo! Quanta vontade de falar merda na hora da derrota! A palavra “esportista”, em um de seus sinônimos, diz que trata-se de um indivíduo humilde na vitória ou na derrota. Futebol é esporte, portanto, a derrota faz parte de qualquer esporte. Portanto, saibamos perder e vamos reconhecer as qualidades do outro.

Escutem menos Galvão e Casagrande. Exercitem mais o cérebro. Sejamos menos pilantras, sejamos menos isentos de nossa própria culpa, ao invés de culpar sempre outrem. Se fossemos tão ferozes com políticos, como somos com esportistas derrotados, certamente, estaríamos em melhores condições de VIDA.

Parabéns aos alemães pela humildade e pelo futebol! E aos verdadeiros brasileiros , que depois de muitos anos, estão entre as quatro melhores seleções do mundo. Parabéns aos que não são bipolares, que não mudam de opinião por um placar de futebol.E, por fim, parabéns aos bem-humorados que aceitam numa boa as adversidades.

@LucasCanosa

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