“A Ópera dos Malandros” será o enredo da Salgueiro em 2016; ouça o samba

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A escola de samba Acadêmicos do Salgueiro apresentará na Sapucaí o enredo: “A Ópera dos Malandros”, de autoria do departamento cultural da escola e avaliado pelos carnavalescos Renato e Márcia Lage.

A história que a agremiação levará para avenida é inspirada na obra de Chico Buarque, um musical que contém belas canções, como “pra se viver de amor “ e ”folhetim”.

Segundo a sinopse, malandro é aquele que entra na roda e abre logo aos seus parceiros, é o cara que anda no meio da alta sociedade com toda pompa, é o rei da noite, rei dos salões e que tem coração aberto a todas que o amam, malandro é o cidadão que joga o jogo da vida que sabe ganhar, sabe perder, porém, nunca desiste, é o filósofo do bar, o poeta da noite, que tem dificuldades no seu cotidiano, mas nunca perde a fé. Enfim, o malandro é o sambista .

Como podemos ver, em 2016, a Academia do samba, que será a segunda escola a desfilar na segunda-feira de carnaval, optou por  um enredo que além de musical, é bem irreverente, ou seja, bem carioca, o que torna o Acadêmicos do Salgueiro uma das favoritas ao título.

A Agremiação escolheu seu samba para o carnaval 2016; ouça

COMPOSITORES: Marcelo Motta, Fred Camacho, Guinga, Getúlio Coelho, Francisco Aquino e Ricardo Neves

Enredo: “A Ópera dos Malandros”
Presidente: Regina Celi
Vice-Presidente: Jô Calça Larga
Carnavalescos: Renato Lage e Márcia Lage
Diretor de Carnaval: Dudu Azevedo
Intérpretes: Zé Paulo e Igor Sorriso

Laroiê, Mojubá, Axé!
Salve o povo de fé, me dê licença!
Eu sou da rua e a lua me chamou
Refletida em meu chapéu
O rei da noite eu sou
Num palco sob as estrelas
De linho branco vou me apresentar
Malandro descendo a ladeira… Ê, Zé!
Da Ginga e do bicolor no pé
“Pra se viver do amor” pelas calçadas
Um mestre-sala das madrugadas

Ê, filho da sorte eu sou
Vento sopra a meu favor
Gira sorte, gira mundo, malandro deixa girar
Quem dá as cartas sou eu, pode apostar!

O Samba vadio, meu povo a cantar
Dia a dia, bar em bar
Eis minha filosofia
Nos braços da boemia, me deixo levar…
Eu vou por becos e vielas
Eu sou o barão das favelas
Quem me protege não dorme
Meu santo é forte, é quem me guia
Na luta de cada manhã, um mensageiro da paz
De Larôs e Saravás

É que eu sou malandro, batuqueiro
Cria lá do morro do Salgueiro
Se não acredita, bate de frente pra ver
O couro vai comer!

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