“A Máquina” comemora 2 anos ao lado do rapper Rappin’ Hood‏

Foto: Divulgação/Matheus Lourenço
Foto: Divulgação/Matheus Lourenço

Neste terça (11/03), às 23h30, o programa de entrevistas “A Máquina” completa dois anos no ar pela TV Gazeta de São Paulo.

A data especial será celebrada em ritmo de rap. Para isso, foi preciso capturar um dos ícones do gênero no País, o rapper e compositor Rappin’ Hood, para um bate-papo descontraído com Fabrício Carpinejar.

Na entrevista, o rapper que começou a compor desde os 14 anos, fala sobre sua malícia e engajamento na música. “Eu acho que a gente aprende a ter jogo de cintura com o tempo. Circular entre o morro e o asfalto, a classe pobre e a classe alta. A música proporciona isso, você poder falar para todas as camadas e classes”.

Rappin Hood também revela sobre sua experiência televisiva no programa “Manos e Minas”, da TV Cultura. “Eu não consegui dar prosseguimento. Eu tinha um projeto em mente e depois aquilo mudou. Na verdade, eu acreditei que aquele projeto pudesse alavancar a periferia, mas depois, teve uma pequena mudança que não consegui assimilar”.

Durante os momentos de reflexão, o rapper aborda a violência no futebol e critica a cultura do Brasil. “Eu acho que isso é uma questão de cultura do nosso país. Não estamos acostumados a perder, não sabemos ser 2º ou 3º lugar. Brasileiro quer ganhar e não aprende a dar valor para o cara que é medalha de prata. Então, eu acho que é um problema cultural do nosso país”.

O músico ainda abre o coração e fala sobre o momento em que quis largar tudo. “Minha mãe teve câncer, foi uma fase difícil, eu era muito apegado. Ela era minha amiga, confidente e minha maior fã. No auge da doença dela, eu estava muito desgostoso e queria largar tudo. Mas aí ela me fez lembrar da nossa trajetória de luta e continuar”, desabafa.

O programa na íntegra vai ao ar hoje às 23h30.

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