A lição que Lyoto Machida deixa

lyoto  

No dia 18 de abril Lyoto Machida enfrentou o americano Luke Rockhold na categoria dos Pesos Médios pelo UFC, e foi finalizado com um mata-leão aos 2m31s do segundo round. 

Tamanha foi a superioridade apresentada pelo americano que ao término da luta Lyoto foi encaminhado a um hospital para tratar de seus ferimentos. 

Mas como um lutador do gabarito de Lyoto pode ser assim “atropelado” por Luke Rockhold? 

O brasileiro tem um cartel de respeito, foi campeão na categoria dos Meio-Pesados e já venceu lutadores como Mauricio Shogun, Tito Ortiz, Rashad Evans, B.J. Penn e Randy Couture. Mas nessa última luta ficou evidente a deficiência do lutador em técnicas de solo.  

Quando levado para o chão Lyoto não esboçou nenhuma tentativa de contra-atacar Rockhold, que o dominou completamente. 

MMA significa Mixed Martial Arts (Artes Marciais Mistas) e é necessário que o lutador domine técnicas de luta em todos os seus aspectos para obter êxito na modalidade. 

Tanto que os lutadores de MMA das novas gerações, salvo raras exceções, não são especialistas em nenhuma arte específica, praticam um conjunto de artes marciais, exatamente para não serem surpreendidos em nenhuma situação. 

Lyoto é um karateca, um striker, e strikers são especialistas na luta em pé, no que se chama de “trocação” enquanto Rockhold é faixa-preta em jiu-jitsu brasileiro, ou seja, ele é um grappler e grapplers são especialistas em “luta de chão”. 

O estranho é que nem mesmo na “trocação” Lyoto conseguiu obter alguma vantagem na luta e ficou evidente que a estratégia do americano foi cansá-lo (tanto em pé quanto no chão) para, só então, partir para a finalização, quando o oponente já estava exausto. 

Isso é o MMA: não basta ser especialista em apenas uma técnica de luta, tem de se estar preparado para tudo ou surpresas desagradáveis podem acontecer. 

Grandes guerreiros aprendem com suas derrotas e estou certo que Lyoto “The Dragon” Machida aprendeu e muito com essa luta, pelo menos é o que nós fãs esperamos. 

  Mande e-mail para o colunista: oscarmendes@bastidoresdainformacao.com.br

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