A geração egoísta e a exposição desnecessária na rede

Foto: Reprodução

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A correria do cotidiano, a escolha pela tecnologia ou puro desinteresse em fatos outrora rotineiros? O que fez o ser humano abrir mão do bom e velho diálogo em prol da comunicação eletrônica? E a era da informação? Por que se tornou tão perigosa? 

A transformação acima apresentada trouxe mudanças na vida das pessoas, dentre elas, o destaque é a privacidade, ou a falta dela. A exposição é natural, afinal, é só uma consequência. O lance de saber os caminhos traçados por cada pessoa se tornou uma rotina. É normal encontrar grupos de amigos que simplesmente não conversam porque preferem ficar no celular. Na verdade, esses amigos só saem juntos pra tirar uma foto, postar no instagram e ver quantas curtidas ganham.

Compartilhar e curtir coisas das quais nem temos noção se são verdadeiras também é cada vez mais comum. Em poucos segundos podemos acabar com a vida de alguém, mas nem sempre nos preocupamos com isso. O que importa é estar conectado e mostrar pros outros que estamos por dentro de tudo que acontece.

A vida é feita de momentos, como se fossem vários pedacinhos de uma colcha de retalhos. É maravilhoso poder dividir com os amigos alguns desses pedaços com tanta agilidade. É interessante saber que podemos ficar por dentro de tudo o que acontece no mundo de um jeito que não seria possível sem essas máquinas. Todavia, é aterrorizante o fato de pensar o que podemos causar de transtorno na vida de algumas pessoas.

Agora todo mundo entende de política, futebol, música etc. Todo mundo sabe palpitar sobre tudo. Todo mundo é cult. Todo mundo compartilha a primeira notícia que vê. Hoje o jornalista já não compete apenas com seus colegas de profissão. Todo mundo quer um furo. Só que ninguém quer ter o trabalho de apurar. Tentei procurar uma palavra que definisse essa era que estamos vivendo, mas não achei nenhuma que se encaixasse melhor que “geração egoísta”.

A vida estressada e cheia de frustrações se fantasiou de vida maravilhosa, resolveu sair dos mais profundos sentimentos de cada ser humano e se apresentou na internet. O que era individual passou a ser coletivo e vice-versa.

@barbarasaryne

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