A faixa preta de Vitor Belfort

Foto: Divulgação/UFC
Foto: Divulgação/UFC

Acredito que todo brasileiro torceu pelo Vitor Belfort no último dia 23, não só para que ele conquistasse o cinturão dos pesos médios como para vingar todo os lutadores brasileiros já derrotados pelo seu oponente na ocasião: Chris Weidman.

Mas, foi frustrante.

De imediato era visível o declínio físico de Belfort devido à proibição da terapia de reposição de testosterona, que ele até então utilizava. Sua massa muscular visivelmente minguou.

Do alto dos seus 38 anos a estratégia de Belfort foi partir para cima do americano, assim como fez quando venceu Wanderlei Silva em 1998 aos 44 segundos do primeiro round, mas o tempo passa.

Sua explosão muscular não foi nem de longe a mesma e Weidman absorveu os golpes sem dificuldade.

O americano ignorou a faixa preta em jiu-jitsu brasileiro de Vitor e o levou para o chão, conseguindo a vitória por TKO em menos de três minutos de luta.

O problema não está em perder, mas sim, em como se perde.

Belfort infelizmente não ofereceu resistência alguma na luta de chão e o americano o dominou por completo. E pior, sua ação no solo foi tão medíocre que faz com que se questione sua faixa preta, entregue pelo mestre Carlson Gracie.

Foi uma atuação que envergonha a mítica arte dos Gracie.

Belfort ficou devendo uma atuação mais decente não apenas aos seus fãs, mas ao mestre que lhe graduou como faixa preta.

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