A dona de casa tradicional está com os dias contados?

Já que a sociedade capitalista exige força e trabalho para sobreviver, é interessante que saibamos a diferença entre emprego e trabalho. E Quais são? Entende-se por trabalho toda atividade feita sendo ela remunerada ou não, já o emprego, é formal, é um trabalho prestado a alguém, com regras pré-estabelecidas.

Falar de emprego atualmente é abrir um leque de oportunidades para toda a sociedade, principalmente as mulheres. Assim como foi abordado em outras edições, a mulher vem conquistando seu espaço não só no futebol ou no trânsito, sua carreira profissional também é um tabu que ainda deve ser quebrado.

A novela “Fina Estampa” de Aguinaldo Silva na Rede Globo, colocou a frente do espectador o que na vida real é comum, porém, não é visto de maneira positiva por grande parte da população, existem muitas mulheres que levam a vida de “Pereirão”, personagem vivido por Lília Cabral como protagonista da trama. A importância da atuação de Lília na novela foi mostrar que Griselda não deixava de ser feminina porque trabalhava em uma área caracterizada pelo trabalho masculino. Combater o preconceito é um dos propósitos da mídia através das novelas, portanto, missão cumprida.

René diz a Griselda que ela é uma mulher admirável (Foto: Fina Estampa/TV Globo)

O problema não se restringe somente ao preconceito, falar de mulher trabalhando, é falar de desigualdade. Segundo o IBGE as mulheres ganham salários 27,7% inferiores aos dos homens, mesmo possuindo um nível de escolaridade maior. O que não deveria acontecer, tendo em vista que, além de trabalhar fora de casa, as mulheres possuem serviços no lar, cuidam dos filhos e acabam possuindo uma jornada dobrada em relação aos homens.

Elizângela Gomes é estagiária em segurança do trabalho: fiscaliza se os 250 funcionários usam os equipamentos. “A mulher é mais detalhista, ela conversa de uma forma melhor, sabe abordar melhor as pessoas”, avalia.

Em busca de novos desafios e quebras de estereótipos, a vontade de trabalhar em uma dessas áreas está nascendo na juventude, em 2007, uma das manchetes do globo.com foi “Mulheres assumem até função de pedreira na construção civil”. De engenheiras a pedreiras, elas buscam uma colocação no setor.

Aproveitando o desempenho da construção civil no país, foram colocados em prática cursos para a formação desses profissionais, e o resultado é de impressionar “O curso que acontece em Belo Horizonte não sobra vagas e há apenas um homem”
Luciana Ferreira é bombeira hidráulica e entrou no tradicional reduto masculino da construção civil. “Eu quero crescer na profissão, melhorar o salário e ser valorizada no mercado de trabalho”, ela diz.

O Brasil é rotulado como país dos contrastes, apresenta municípios dos mais miseráveis aos mais luxuosos. Se observarmos o nível econômico das regiões, concluímos que de fato existe uma grande desigualdade social, contudo, ao elegermos uma mulher para presidente da república demonstra que a sociedade já começa a romper seus paradigmas, nos impulsionando a ter esperança de que em um futuro bem próximo, as divergências aqui citadas podem chegar ao fim. Na verdade, o que homens e mulheres precisam entender é que competência não possui sexo!

@babysaryne

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