Os novos cavaleiros

Evento ofereceu boa estrutura aos presentes / Foto: Lucas Canosa

Evento ofereceu boa estrutura aos presentes / Foto: Lucas Canosa

Estive na cidade de Barueri, mais precisamente no Shopping Tamboré, acompanhando uma exposição sobre Star Wars, saga de sucesso no cinema há quase 40 anos. E vi crianças (já que só era permitida a entrada delas) que nem eram nascidas no lançamento do último filme, em 2005, brincando de “cavaleiros de Jedi”.

A cena, extremamente rara agradava os pequenos e os grandes, isto porque vi os pais, certamente os maiores incentivadores e fãs da série, se orgulhando com os olhos lacrimejados ao ver o seu fruto lutando contra Darth Vader, o terrível vilão protagonista de Star Wars. Eu ouvia gritos de “Vai lá, filhão!” e “Acaba com ele”, todos emitidos pelos genitores aguardando ansiosos do lado de fora. Ao mesmo tempo que observava uma cena de família, assistia a seriedade na qual os bravos e jovens cavaleiros cumpriam a missão que lhe fôra proposta.

Escola Jedi ensina técnicas de batalha / Foto: Lucas Canosa

Escola Jedi ensina técnicas de batalha / Foto: Lucas Canosa

Primeiro, observei a entrada de meninos e meninas no túnel à procura do fim do labirinto. Depois, já na “Escola de Jedi”, me emocionei com a iluminação do sabe de luz na mão deles e um professor que os ensinavam truques, o manuseio da arma e, principalmente, como derrotar o inimigo. Aquele sabre representa

liberdade, o poder de lutar contra a força das trevas e uma sensação incrível de potência, sobretudo levando em conta a idade de quem os segura.

Batalha entre os cavaleiro de Jedi e Darth Vader / Foto: Lucas Canosa

Batalha entre os cavaleiro de Jedi e Darth Vader / Foto: Lucas Canosa

No final, todos os aprendizes se tornaram cavaleiros de Jedi, saíram, orgulhosos do feito, com um sorriso que mal lhe cabem à boca, receberamm o abraço dos pais, e foram pra casa, certamente, um pouco mais fãs de Star Wars. Eu, infelizmente, com 1,90 de altura, não cheguei nem perto de poder participar efetivamente dos aprendizados, contudo me vi em uma confusão de sentimentos, uma mistura do saudosismo e a felicidade por ver um momento tão único de terceiros ao lado de suas famílias. Alegria leva alegria, independente do lugar. E um sorriso puro de uma criança, mais ainda. Principalmente se levarmos em conta algo tão peculiar como uma série antiga que poucos atualmente se dão o trabalho de conhecer ou apreciar, assim como tudo que é denominado “ultrapassado”. Saí do local impressionantemente satisfeito com o que havia acabado de presenciar e certo que existem coisas que não podem, jamais, sofrer uma substituição.

@LucasCanosa – BDI

Mande seu e-mail para Lucas Canosa: lucascanosa@bastidoresdainformacao.com.br