A desnecessária ação contra Collor

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Quem lê minha coluna sabe que não sou defensor de nenhuma pessoa da Lava Jato.

Mas não gosto e jamais gostei de atitudes desnecessárias que não tem objetivo que funcione.

A atitude de levar os carros de luxo da casa de Collor é uma delas.

Se está no despacho do juiz que o objetivo é busca e apreensão de objetos que possam ser destruídos como provas, é inconcebível achar que carros de luxo são coisas que possam ser destruídas.

Dou o exemplo que a Justiça antes já fez em caso parecido.

Bastaria que a Justiça determinasse que o dono dos carros de luxo passasse a ser o fiel depositário dos carros, ou seja ele tem que cuidar dos carros pra manter seu valor futuro e não pode se desfazer deles.

Isto já aconteceu antes e é o certo porque os carros são bens que se deixados no depósito da Polícia Federal vão estragar.

E a manutenção é cara pra ser feita com dinheiro funcional.

E não vão me dizer que os carros vão ser usados pela Polícia pra fazer seu trabalho de disfarce porque uma Ferrari não disfarça em lugar algum.

Pegar um computador até tem lógica porque pode ter algum documento em algum lugar que pode ser importante.

Collor denunciou que seu apartamento de senador foi invadido por arrombamento.

Isto não pode ser feito numa democracia legal onde o dono do apartamento é conhecido e está localizado.

Tudo que foi feito pode comprometer a Lava Jato que pode ser totalmente anulada.

Uma coisa é investigar e desenvolver um trabalho de Polícia e Justiça.

Outra é fazer algo que possa comprometer o trabalho de tanta gente que está resolvendo o Petrolão durante tanto tempo.

O mais importante que é mostrar a origem do dinheiro de campanha da Dilma está sendo deixado de lado e fazendo o povo achar que com os carros do Collor está tudo resolvido e a Dilma nada tem a responder sobre campanha.

Mande seu e-mail para James Akel : jamesakel@bastidoresdainformacao.com.br

Deixe uma resposta